Crise climática causa danos cada vez maiores à saúde e exige emergência sanitária global, apontam cientistas
Destaques28/10/2026 às 03:00
]]> Bombeiro auxilia mulher exausta pelo calor no Texas, em 26 de junho de 2023. Kaylee Greenlee Beal/Reuters Os impactos das mudanças climáticas na saúde estão aumentando mais rapidamente do que há uma década, apesar dos compromissos internacionais para conter o aquecimento global. O alerta é de um relatório publicado nesta última terça-feira (27) pela prestigiada revista científica "The Lancet", que aponta uma aceleração das mortes relacionadas ao calor, da exposição a secas extremas e dos problemas de saúde provocados pelas mudanças no clima. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo o levantamento, o calor esteve associado a aproximadamente 710 mil mortes em todo o mundo em 2023, o maior número estimado para um único ano no período analisado. Dessas mortes, 71,5% foram atribuídas às mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas. Diante dos resultados, os pesquisadores defendem que a crise climática seja formalmente reconhecida e tratada como uma emergência sanitária global, para que seus efeitos sobre a saúde tenham prioridade nas decisões dos governos. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A avaliação faz parte da edição de 2026 do Lancet Countdown, uma iniciativa científica internacional que acompanha, todos os anos, como as mudanças climáticas afetam a saúde da população e o que os países estão fazendo para enfrentar esses impactos. O trabalho reúne 146 pesquisadores de mais de 100 instituições em mais de 30 países, sob coordenação da University College London (UCL), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo compara a década posterior à entrada em vigor do Acordo de Paris, de 2016 a 2025, com os dez anos anteriores, de 2006 a 2015. A conclusão é que diversos danos à saúde se intensificaram em um ritmo superior ao observado antes do acordo, firmado para limitar o aquecimento global e reduzir os riscos associados às mudanças climáticas. "Uma década após o Acordo de Paris, nossas conclusões são inequívocas: os danos das mudanças climáticas à saúde estão crescendo mais rapidamente do que a resposta mundial a eles e, em muitos casos, estão até se acelerando", afirmou…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.