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Covid longa pode estar ligada a alterações no sistema de dopamina do cérebro, aponta estudo

Destaques 10/10/2026 às 07:00
Covid longa pode estar ligada a alterações no sistema de dopamina do cérebro, aponta estudo
]]> Covid longa pode estar ligada a alterações no sistema de dopamina do cérebro, aponta estudo Adobe Stock A fadiga que torna tarefas simples exaustivas, a sensação de que o corpo ficou mais lento e as dificuldades de memória que podem persistir por meses ou anos depois da Covid-19 podem ter uma ligação com alterações no sistema de dopamina do cérebro. Um estudo de neuroimagem encontrou, em pessoas com Covid longa e sintomas neuropsiquiátricos, uma redução de até 20% em um marcador associado à integridade das terminações nervosas que liberam dopamina. Quanto menor esse marcador em determinadas regiões cerebrais, mais intensos tendiam a ser sintomas como apatia, lentificação dos movimentos e dificuldades de memória. A pesquisa, publicada na revista científica "eBioMedicine", comparou inicialmente exames cerebrais de 24 adultos com Covid longa e 24 pessoas saudáveis de idade semelhante. Os participantes tinham, em média, pouco mais de 30 anos. A principal descoberta foi uma redução da ligação ao transportador vesicular de monoaminas 2, conhecido como VMAT2, usado no trabalho como um indicador da integridade das terminações dos neurônios que liberam dopamina. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Os cientistas analisaram três regiões do estriado e encontraram redução do marcador em todas elas: estriado ventral, relacionado, entre outras funções, à motivação: redução de aproximadamente 20% e sintomas associados a mais apatia; putâmen dorsal, associado ao controle dos movimentos: queda de cerca de 16% e sintomas associados a movimentos mais lentos; caudado dorsal, envolvido em processos ligados à memória: redução de aproximadamente 17% e pior desempenho em teste de memória verbal. Os resultados ajudam a levantar uma nova hipótese para explicar parte dos sintomas neurológicos da Covid longa. Mas há uma ressalva importante: o estudo mostra uma associação e não permite afirmar que a alteração na dopamina seja a causa dos sintomas nem que tenha ocorrido morte de neurônios. “O estudo encontrou um sinal de possível comprometimento dopaminérgico, cuja natureza ainda precisa ser esclarecida” explicou ao g1 o psiquiatra e neurocientista Rodrigo Bressan,…
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