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Covid-19: casos aumentam há seis semanas no Brasil, e Fiocruz aponta alta nas internações

Destaques 07/11/2026 às 07:00
Covid-19: casos aumentam há seis semanas no Brasil, e Fiocruz aponta alta nas internações
]]> Teste de covid-19 Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal Os casos de Covid-19 apresentam tendência de crescimento no Brasil nas últimas seis semanas, segundo dados do Ministério da Saúde. O aumento é observado em 19 unidades da Federação e atinge todas as faixas etárias, de crianças a idosos. O avanço também começa a aparecer nas hospitalizações. Um boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (5), identificou sinais de crescimento dos casos graves provocados pelo coronavírus em diferentes regiões do país. Apesar da alta, os indicadores mostram que a Covid-19 ainda está em níveis baixos no país. O Ministério da Saúde classifica como de baixo risco a atividade da doença em todos os estados, enquanto a Fiocruz aponta que a incidência de casos graves permanece baixa. Desde o início de 2026, o Brasil registrou 118.851 casos notificados de síndrome gripal por Covid-19, segundo dados oficiais atualizados até 4 de novembro. O número não representa o total de infecções ocorridas no país, já que nem todas são diagnosticadas ou notificadas. Os sinais de crescimento também aparecem nos exames. Segundo o Ministério da Saúde, laboratórios privados registram nove semanas de aumento da taxa de positividade para o coronavírus, indicador que mede a proporção de testes realizados com resultado positivo. Para o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o movimento faz parte do comportamento esperado dos vírus respiratórios, que alternam períodos de maior e menor circulação. Ele explica que o surgimento de novas variantes, associado à existência de um contingente maior de pessoas suscetíveis à infecção, favorece a formação de ondas periódicas de transmissão. Esse padrão também é observado com outros vírus respiratórios, como influenza, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Em determinados períodos, um deles ganha espaço, provoca mais infecções e depois perde intensidade, enquanto outros passam a circular com maior frequência. Segundo Kfouri, não há, até o momento, indícios de que o crescimento recente da Covid-19 esteja acompanhado de uma mudança no padrão de gravidade da doença. Agora no g1…
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