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Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, melhor saldo para o mês em três anos
As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 4,83 bilhões em setembro, informou Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). 🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. ➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 15,04 bilhões (valor corrigido pela inflação). ➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2023, quando foi registrado um superávit primário de R$ 13,44 bilhões (com a correção). Agora no g1 ➡️O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou que houve um cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercício anteriores pelo Poder Judiciário, valor que retornou aos cofres públicos como receitas não administradas em setembro. Numericamente, esse foi o fator decisivo para o superávit do mês passado. Receitas X despesas ➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das receitas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento dos gastos no mês passado. Segundo o governo, as receitas líquidas, ou seja, após as transferências, registraram alta real de 13,6% em setembro deste ano, para R$ 205 bilhões. O crescimento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com receitas decorrentes da alta do petróleo. ➡️Já as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 2,4% em setembro, para R$ 200,1 bilhões. As principais variações foram: Créditos Extraordinários (+R$ 9,9 bilhões), reflexo das medidas de mitigação dos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio; Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões), Redução nas despesas discricionárias (-R$ 8,4 bilhões) e obrigatórias com controle de fluxo (-R$ 1,5 bilhão) do Poder Executivo. Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda…
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