Consumo de carne de caça e comércio ilegal de animais silvestres persistem no Amazonas e em rotas de fronteira, aponta estudo
Destaques06/11/2026 às 06:00
]]> Espécie resgatada de Gavião Pedrês Divulgação O tráfico de animais silvestres continua sendo um problema na Amazônia, impulsionado por diferentes formas de exploração da fauna, é o que revela o estudo "Human Ecology". O levantamento reuniu dezenas de pesquisas para traçar as principais rotas do tráfico de fauna na Amazônia brasileira, apontando a tríplice fronteira com Colômbia e Peru como uma das zonas mais vulneráveis e críticas do estado. Conforme apontam os pesquisadores no estudo, o comércio ilegal de fauna silvestre no bioma é impulsionado prioritariamente por quatro finalidades: consumo alimentar (carne de caça); usos mágico-religiosos; práticas medicinais; colecionismo como forma de pet. "diferente de outras regiões onde o foco do tráfico recua sobre aves ornamentais para cativeiro, na Amazônia a demanda por consumo consuntivo — especialmente de mamíferos de médio e grande porte, répteis e peixes — assume o protagonismo na dinâmica ilícita", diz um trecho do estudo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Áudios e vídeos de grupos de vendas ilegais de bichos exóticos revelam crueldade do tráfico de animais O peso do Amazonas e a pressão sobre as espécies No Amazonas, o uso alimentar da fauna silvestre está profundamente enraizado em contextos locais e culturais. Espécies frequentemente comercializadas em mercados públicos e feiras da região incluem: Mamíferos: como a paca, a anta e o queixada. Répteis e quelônios: como o jacaré-açu, a tartaruga-da-amazônia e o tracajá Peixes ornamentais e de corte: com rotas internacionais expressivas que partem de rios amazonenses rumo a mercados globais. Segundo os dados levantados pela pesquisa, cerca de 25,5% das espécies registradas nos comércios ilegais avaliados constam em listas oficiais de ameaça de extinção do ICMBio. Os autores ressaltam que "peixes e mamíferos de grande porte figuram entre os grupos mais vulneráveis à pressão da caça e da captura desregulada". Filhotes de tracajás sendo devolvidos à natureza no Lago Babaçu, em Itacoatiara. Liam Cavalcante/Rede Amazônica Rotas de fronteira e sazonalidade O estudo detalha que o Amazonas integra zonas críticas de escoamento e transistores de fauna, com…
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