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Conheça tecnologia do Coliseu de Roma usada para monitorar estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul de SP

Destaques 19/10/2026 às 03:00
Conheça tecnologia do Coliseu de Roma usada para monitorar estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul de SP
]]> Aparelho emite raios laser, capta a variação de luz e revela desníveis e até mofos Lucas Cerejo/TV Globo Pesquisadores brasileiros adotaram uma tecnologia de escaneamento 3D a laser usada no Coliseu, em Roma, para monitorar a integridade estrutural do Museu do Ipiranga, em São Paulo. O trabalho mapeou cada milímetro do prédio histórico, por dentro e por fora, e permite acompanhar o comportamento da edificação após a reforma que manteve o espaço fechado por nove anos. A tecnologia também possibilita criar um modelo digital do museu para auxiliar na preservação preventiva do patrimônio. O projeto é uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Ferrara, na Itália. A execução ficou a cargo de pesquisadores italianos da mesma equipe que escaneou o Coliseu. As duas instituições mantêm uma parceria de pesquisa há 20 anos. O trabalho durou três semanas, entre setembro e outubro deste ano, e foi realizado de forma gradual para não interferir na rotina do museu. Os espaços maiores, como o Salão Nobre, foram escaneados às segundas-feiras, quando não recebem visitantes. Como funciona o escaneamento 3D Projeto de escaneamento 3D a laser cria uma representação digital do prédio histórico Lucas Cerejo/TV Globo Os pesquisadores utilizam um equipamento portátil, do tamanho de uma caixa de sapato, que emite raios laser para registrar as coordenadas de cada ponto das paredes, dos pisos e das fachadas. As informações são reunidas em um grande arquivo digital. Diferentemente da medição tradicional, feita com trenas e baseada nos ângulos principais de uma sala, o laser registra a superfície real com precisão de milímetros. O equipamento capta variações e revela desníveis, grau de umidade e até pequenos sinais de mofo nas paredes. Para o professor de Arquitetura da Universidade de Ferrara, Marcello Balzani, o processo funciona como um exame médico detalhado. “O edifício respira e se transforma com o tempo. É como fazer uma radiografia, um ultrassom, uma tomografia. A estrutura são os ossos, os caminhos são os músculos, o ar são os pulmões. Temos essa relação corpórea com a arquitetura. E, em uma edificação histórica, isso é ainda mais importante:…
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