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Condenado à morte britânico teve 13 datas marcadas para execução nos EUA, foi solto após acordo, mas voltou para a cadeia por outro crime

Rio de Janeiro 06/10/2026 às 06:30
Condenado à morte britânico teve 13 datas marcadas para execução nos EUA, foi solto após acordo, mas voltou para a cadeia por outro crime
]]> A tentativa falha de execução de Christa Pike no Tennessee (EUA), na semana passada, trouxe à tona o drama vivido por outro detento, Kenny Richey, que assou 21 anos no corredor da morte no estado de Ohio (EUA). Durante esse tempo, Kenny teve 13 datas de execução marcadas (o que lhe valeu o apelido de Escocês do Corredor da Morte), com muitas idas e vindas judiciais. Numa das vezes, ele estava a poucos minutos da cadeira elétrica quando recebeu um adiamento de última hora. Kenny nasceu na Holanda, filho de pai americano e mãe escocesa, Eileen. Ainda bebê, mudou-se para Edimburgo, onde cresceu e frequentou a escola. Ele acabou emigrando para os EUA após o divórcio dos seus pais, em 1982. Nos EUA, Kenny serviu o Corpo de Fuzileiros Navais e, após esse período, passou a morar num apartamento financiado pelo governo, relatou reportagem no "Daily Record". Em 30 de junho de 1986, um incêndio num apartamento do condomínio em que vivia mudaria o seu destino. Hope Collins, de 21 anos, residia no local com sua filha de dois anos, Cynthia, que morreu no incêndio. Kenny havia se oferecido para cuidar de Cynthia no apartamento, permitindo que a mãe saísse para um encontro. O britânico acabou acusado de homicídio. A promotoria sustentava que ele havia iniciado o incêndio com o objetivo de matar a ex-namorada, Candy Barchet, que morava no mesmo prédio. Testemunhas do caso disseram ter ouvido Kenny afirmando que o prédio "pegaria fogo" após ele flagrar Candy com outro namorado numa festa num dos apartamentos do condomínio. Durante o julgamento, o britânico recusou duas vezes acordos judiciais que teriam evitado a pena de morte. Após a suspensão da sua execução em cadeira elétrica, começaram a surgir dúvidas sobre as provas que levaram à condenação, especialmente as evidências forenses. Uma campanha para provar sua inocência foi lançada, com o apoio da Anistia Internacional. Duas testemunhas que haviam declarado que Kenny ameaçara incendiar o apartamento de sua ex-namorada retrataram seus depoimentos. Sua equipe jurídica entrou com um novo recurso contra a condenação. Kenny acabou fechando acordo e foi solto em 2007, retornando à Escócia para cuidar da mãe. O acordo judicial…
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