Comunicação pode ser a chave para vitória do time, avaliam especialistas
Rio de Janeiro13/10/2026 às 07:30
]]> Uma das chaves para o bom funcionamento do time e para mandar bem nas competições, explica a psicóloga Aline Wolff do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), está na habilidade de comunicar bem. Um tema que nem sempre é fácil, especialmente para jovens. — Para um time funcionar bem, é importante que o ambiente seja seguro, e as pessoas possam tirar suas dúvidas, discordar e apresentar outras ideias. Economizar nisso ou deixar as coisas encobertas, indiretamente respondidas, pode trazer mais problemas do que solução — diz ela. — O esporte é um laboratório da experiência humana. O atleta precisa aprender a falar sobre o que para ele é importante, sobre o que ele está sentindo e o que avalia que é necessário corrigir. Isso é algo que precisa ser facilitado pelo ambiente, pelas lideranças, e ter o apoio para que a pessoa vá consolidando essas habilidades. A ideia de que a comunicação é uma das chaves para o bom desempenho esportivo é reforçada por uma pesquisa com 241 praticantes de curling da liga turca do esporte, que é disputado na pista de gelo, entre 2021 e 2022. Na pesquisa, os participantes responderam questionários sobre a relação da equipe, além de aspectos como empatia, comunicação e relação com o grupo. Os pesquisadores da Universidade Tércnica de Ezrum, e de outras instituições, chegaram à conclusão que a boa comunicação dos esportistas era um atalho para empatia entre o grupo e uma ferramenta para permitir o bom relacionamento entre os atletas. Convivência melhor Angélica Kvieczynski é ex-atleta do time brasileiro de ginástica rítmica e conta que falar sobre as experiências pessoais, por exemplo, é uma forma de plantar a “sementinha” da comunicação entre os times. Hoje, ela é treinadora da modalidade na Irlanda e vê que num mesmo time, por exemplo, as atletas um pouco mais velhas podem oferecer suporte e conversas quando há pequenos conflitos entre as mais jovens. — A adolescência é muito delicada, há mudanças hormonais e do corpo, somadas à necessidade de se encaixar. Tudo isso pode levar a atritos — conta. — A necessidade de conversar não deve ser imposta, isso pode levar a mais distanciamento do grupo e também a desentendimentos internos. Mas se elas…
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