Como uma selfie no Instagram levou um pesquisador a descobrir nova espécie de planta
Rio de Janeiro09/10/2026 às 15:16
]]> Jeremiah Harris não sabia, mas o close que deu, nadando entre lírios-d’agua gigantes no meio da floresta colombiana, levaria um pesquisador, Carlos Magdalena, a descobrir uma espécie completamente nova da planta. Nobel da Paz 2026 é concedido à jurista Navi Pillay por esforços em defesa da paz e do direito internacional Brasileiro reconhecido pelo Guiness como o homem mais velho do mundo completa 114 anos Conheça Comando, o chihuahua ‘general de quatro patas’ da Guarda Nacional mexicana Magdalena, especialista mundialmente renomado em nenúfares (plantas aquáticas) do Jardim Botânico Real de Kew, estava surfando pelo Instagram quando se deparou com a foto de Harris, que administra um viveiro de plantas carnívoras nos EUA. A foto foi tirada no rio Inirida, em Guainía, Colômbia. Harris, também conhecedor de plantas, acreditava se tratar de lírios d’água já conhecidos: os Victoria amazonica. Initial plugin text Só que Magdalena, assim que viu a foto, suspeitou de algo, uma vez que as Victoria amazonica não chegam, naturalmente, até o rio Inirida. Com ajuda de Harris, ele conseguiu chegar ao ponto exato onde a foto foi tirada. Foram anos analisando imagens de satélite, buscando fundos e as permissões necessárias para finalmente ir de encontro aos lírios. Magdalena então contatou Mauricio Bernal, do Jardín Botánico de Bogotá José Celestino Mutis, em Bogotá, que também cultiva Victoria nas exibições tropicais do jardim e tem um histórico de colaboração com Kew. De selfie a um encontro inesperado na floresta tropical A expedição ao longo do rio Inirida, que fica na bacia hidrográfica da cabeceira do rio Orinoco, o terceiro maior rio da América do Sul, tinha como duração planejada cinco dias. Na busca pelo lírio d'água Carlos Magdalena Só que, no raiar do quinto e último dia, parecia que Harris, Mutis e equipe voltariam para casa sem encontrar nada. Eles até chegaram a localizar dois espécimes, mas eles não estavam floridos. Isso era problemático, pois um exemplar fértil de herbário – um espécime vegetal prensado e seco que, crucialmente, requer uma flor – é fundamental para que os botânicos distingam as diferenças entre as espécies. O encontro só veio logo antes do…
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