Como protesto estudantil evoluiu na França, levou 500 mil às ruas e mergulhou Paris no caos
Destaques20/10/2026 às 03:00
]]> Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher Cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas da França durante protestos que chacoalharam o país ao longo do fim de semana. Os atos ganharam força após o início de um simples protesto estudantil, que evoluiu para reivindicações sociais mais amplas e desencadeou uma onda de manifestações pela Europa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O movimento começou em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Logo, alunos de outras escolas aderiram aos protestos, e as manifestações se espalharam pelo país. Os estudantes passaram a reivindicar melhores condições nas salas de aula, mais professores e mais recursos financeiros. Alunos afirmam que estudam em salas superlotadas e reclamam da falta de estrutura básica nos prédios. Além disso, algumas escolas sofrem com a falta de professores. Os atos ocorreram em meio à alta rejeição ao governo do presidente Emmanuel Macron e à proposta de Orçamento para 2027, que prevê o congelamento do salário-base dos funcionários públicos. Nas semanas seguintes, dezenas de escolas foram afetadas pelas manifestações. Professores e outros funcionários públicos também aderiram ao movimento. Entre o fim de setembro e o início de outubro, a França começou a registrar protestos mais violentos. Duas escolas foram incendiadas, e carros e veículos públicos também foram destruídos. Em algumas cidades, houve confrontos com a polícia, e manifestantes foram presos. Com o passar dos dias, os protestos ganharam força e incorporaram novas reivindicações. O que começou como uma mobilização estudantil se transformou em uma manifestação de insatisfação generalizada com o alto custo de vida, a queda na qualidade dos serviços públicos e o governo. O cientista político Thomás Zicman de Barros, professor e pesquisador do Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po Paris, vê os protestos atuais como uma retomada das mobilizações dos Coletes Amarelos, que tomaram as ruas da França a partir de 2018. Segundo ele, no início de setembro, antes do início dos protestos estudantis,…
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