Como opera a empresa por trás de despejo de idosa de 87 anos na Espanha
Destaques27/09/2026 às 08:00
]]> Maricarmen saiu de sua casa em cadeira de rodas Getty Images via BBC A empresa proprietária do imóvel de onde foi despejada uma mulher de 87 anos em Madri está no centro do debate sobre a crise imobiliária na Espanha. Maricarmen Abascal morava no apartamento casa há 70 anos, pagava o aluguel todos os meses e, pela idade e deficiência, tornou-se uma das figuras mais simbólicas do problema dos despejos que ocorrem todos os anos no país europeu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Conselho Geral do Poder Judicial, foram feitas mais de 25 mil desocupações em 2025. O despejo da mulher expõe a gravidade da situação habitacional na Espanha, onde os preços dos aluguéis aumentaram exponencialmente nos últimos anos devido a uma combinação de fatores: escassez de oferta, crescimento populacional nas principais capitais e aumento de apartamentos destinados para aluguéis turísticos de curta duração. A rua Alcalde Sainz de Baranda, número 46, onde morava Maricarmen, está localizada no cobiçado bairro do Retiro, uma das áreas mais caras de Madrid. Após vários anos de disputa judicial em que o tribunal finalmente decidiu a favor da Urbagestion Desarrollo e Inversión SL, empresa proprietária do imóvel, a comissão judiciária realizou o despejo na quarta-feira. Em frente à porta do prédio, dezenas de ativistas se reuniram para tentar impedir, sem sucesso, a quarta tentativa de despejo. Uma forte força policial desmantelou um acampamento de cerca de 400 pessoas. A indignação chegou até à ONU, que solicitou a suspensão do despejo de Maricarmen e exigiu que as autoridades espanholas lhe garantissem uma moradia alternativa adequada. "Não há como entender como se pode justificar priorizar a rentabilidade de um investimento imobiliário em detrimento do direito à habitação de uma mulher de 87 anos que recebe uma pensão de 1.300 euros e vive naquela casa há 70 anos", disse o Relator Especial da ONU para o direito à habitação, Koldo Casla, após o despejo. Casla lembrou que "há alguns meses, o Comitê dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CESCR) da ONU emitiu medidas cautelares para suspender temporariamente o despejo." "O juiz deveria ter…
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