Como funcionava o esquema de agiotagem que deixou 18 pessoas sem imóveis em Campinas
Destaques06/11/2026 às 15:46
]]> Saiba como funcionava o esquema de agiotagem que deixou 18 pessoas sem imóveis em Campinas O grupo suspeito de agiotagem que deixou pelo menos 18 pessoas sem imóveis em Campinas (SP) chegava a recusar pagamentos das vítimas para impedir que elas quitassem as dívidas e, assim, tomar suas propriedades. A estratégia foi detalhada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta sexta-feira (6), após a Operação Shylock, que prendeu sete investigados. Segundo o MP, os suspeitos ofereciam empréstimos a pessoas com dificuldades para conseguir crédito em bancos e exigiam imóveis como garantia. Os contratos previam juros menores do que os efetivamente cobrados e, em alguns casos, os pagamentos já realizados eram desconsiderados para aumentar artificialmente as dívidas. Em um dos casos investigados, uma vítima pagou parcelas durante mais de dois anos, embora o contrato assinado previsse vencimento em apenas três meses. Quando os suspeitos deixaram de reconhecer os pagamentos, passaram a cobrar juros e multas acumulados desde o prazo original, elevando a dívida a um valor que a vítima não tinha condições de pagar. Ao todo, pelo menos 62 pessoas foram identificadas como vítimas do esquema, segundo o Ministério Público. Como funcionava o esquema? De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo tinha uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por encontrar pessoas interessadas em empréstimos, conceder o dinheiro, preparar os contratos e receber os pagamentos. O esquema funcionava da seguinte maneira: Busca pelas vítimas: intermediários procuravam pessoas que precisavam de dinheiro, especialmente aquelas com dificuldades para conseguir empréstimos bancários. Para participar, era necessário ter um imóvel em seu nome. Oferta do empréstimo: os intermediários colocavam essas pessoas em contato com os chamados investidores, responsáveis por emprestar o dinheiro. Assinatura do contrato: os documentos eram formalizados em cartório, com juros de 1% ao mês e vencimento em dois ou três meses, por exemplo. No entanto, os acordos verbais previam juros de aproximadamente 3% ao mês e pagamentos por períodos maiores. Pagamento das…
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