]]> A economia da Argentina foi tema do debate entre os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite deste domingo (dia 18) na TV Bandeirantes. Foi o primeiro debate presidencial para o segundo turno das eleições, a ser realizado no próximo domingo (dia 25). Ao questionar Flávio sobre sua proximidade com o presidente argentino, Javier Milei, Lula perguntou se o adversário pretendia reproduzir no Brasil a política econômica adotada pelo vizinho. Durante a campanha eleitoral do candidato do PL, Daniella Marques, sua coordenadora econômica, apontou mais de uma vez o governo de Milei como inspiração para medidas como redução de impostos e de burocracia. Os indicadores econômicos revelam que a inflação está sob controle, mas o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) tem crescido pouco e o desemprego e a pobreza aumentaram no país. A inflação mensal na Argentina ficou abaixo de 2% em setembro e agosto na comparação com os meses imediatamente anteriores. No acumulado de 12 meses, ela está 33,4%, segundo dados do governo argentino. Um patamar altíssimo se comparado ao Brasil, mas muito abaixo do pico de 290% registrados no país em 2024. Dezembro de 2023 Milei assumiu o poder em dezembro de 2023 com a bandeira de reduzir a inflação, fazer um amplo corte de gastos públicos e implementar um programa de privatizações. A redução da inflação foi inicialmente acompanhada de uma queda da pobreza, que havia atingido 52,9% em 2024. Em 2026, porém, essa melhora perdeu força. A proporção de argentinos abaixo da linha da pobreza passou de 28,2% no segundo semestre de 2025 para 32,3% no primeiro semestre deste ano. Para conter a alta de preços, adotou medidas como taxa de câmbio mais valorizada, política monetária restritiva e austeridade fiscal. Elas surtiram efeito sobre a escalada inflacionária, mas prejudicam o crescimento econômico. A economia argentina recuou 0,6% no segundo trimestre, e economistas projetam nova queda no terceiro trimestre, o que caracterizaria uma recessão técnica. A expectativa é que a Argentina registre crescimento econômico de 1,5% em 2026, cerca de metade do percentual…
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