Como empresário negociou veículos com prefeituras de todo país para aplicar golpes de R$ 3,5 milhões
Destaques28/10/2026 às 20:28
]]> Como empresário negociou veículos com prefeituras para aplicar golpes de R$ 3,5 milhões Um empresário de 50 anos é suspeito de chefiar um esquema de golpes envolvendo negociações de veículos com prefeituras de todo o país. O homem, que não teve o nome divulgado, causou um prejuízo de cerca de R$ 3,5 milhões a uma concessionária de Piracicaba (SP). Ele foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (27), mas responde em liberdade. Segundo o delegado André de França Oliveira, inicialmente, o empresário realizou os pagamentos de forma correta após retirar os veículos da concessionária e negociá-los com as prefeituras. No entanto, depois de um tempo, ele negociou outros automóveis e não repassou os valores adquiridos. Cada veículo está avaliado em cerca de R$ 230 mil. "O que nós identificamos é que isso passou de uma estratégia para ganhar confiança da empresa vítima para que, em um segundo momento, fossem retirados 15 veículos e esses veículos passaram por procedimentos licitatórios públicos em vários estados da federação, e esse empresário, esse investigado, recebeu esses valores e não repassou à empresa vítima", afirmou o delegado. A princípio, as prefeituras e a concessionária de veículos não são investigadas. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Empresário é suspeito de chefiar esquema de golpes envolvendo negociações de veículos com prefeituras de todo o país Polícia Civil A suspeita é de que o empresário usava empresas de fachada registradas em nome de pessoas próximas para participar de licitações em diferentes municípios do país. Essas empresas eram constituídas pouco tempo antes da realização das negociações e, após a aquisição desses veículos e a obtenção dos valores, elas promoviam a alteração no quadro societário. Tempos depois, as empresas eram extintas. Para os investigadores, as mudanças podem ter sido feitas para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis. De acordo com a polícia, o grupo é composto por quatro pessoas, sendo o empresário principal e os "laranjas". Ocultação de patrimônio Outro ponto apurado pela polícia é o uso de bens do empresário registrados em nome de terceiros. Segundo os investigadores, o…
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