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Como acesso a documentos sobre a morte do primeiro presidente eleito pós-ditadura virou batalha jurídica: 'Vitória da memória'

Destaques 02/11/2026 às 11:17
Como acesso a documentos sobre a morte do primeiro presidente eleito pós-ditadura virou batalha jurídica: 'Vitória da memória'
]]> Presidente eleito do Brasil, Tancredo Neves foi internado antes de tomar posse Agência Brasil via BBC Mais um capítulo está sendo escrito sobre a morte do então presidente eleito do Brasil Tancredo Neves (1910-1985), ocorrida em 21 de abril de 1985 — o primeiro civil que comandaria o país, se tivesse tomado posse, depois da ditadura militar. Depois de 12 anos sem trâmite, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu o direito da família de ter acesso aos documentos e procedimentos relacionados aos tratamentos médicos que antecederam seu óbito. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Este é o resultado de um pedido de habeas data referente aos prontuários médicos do então presidente. A decisão foi proferida no último dia 26 de outubro. Em outras palavras, a Justiça atendeu ao pedido dos familiares e quebrou o sigilo médico sobre os prontuários referentes aos atendimentos, procedimentos e cirurgias do político desde o dia 14 de março daquele ano. Agora no g1 Naquela data, véspera da cerimônia de posse presidencial, Tancredo se sentiu mal e foi atendido no Hospital de Base em Brasília com . Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial com uma inflamação na região do intestino grosso – e recebeu, inicialmente, tratamento para apendicite aguda. Ele morreu de septicemia, um mês depois, em 21 de abril de 1985. Os registros agora liberados vão até a morte do político, mais de um mês depois, no Hospital das Clínicas de São Paulo. Mais importante: podem vir a ser conhecidos os entendimentos do Conselho Federal de Medicina, bem como da unidade de Brasília do Conselho Regional de Medicina, acerca do caso. De acordo com a advogada que representa a família de Neves, Juliana Porcaro, o interesse é em saber quais argumentos a instituição profissional utilizou para advertir os médicos envolvidos nos procedimentos realizados nos últimos dias do então presidente eleito. Segundo a advogada, a decisão judicial não é apenas uma "vitória jurídica". "É uma vitória da memória, do direito à informação e da busca pela verdade histórica", declara ela. Porcaro afirma que a decisão não significa o encerramento de uma história, mas sim a…
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