Como a falta de perspectiva de futuro alimenta protestos de jovens na Europa
Destaques01/11/2026 às 19:08
]]> Manifestantes buscam proteção atrás de uma barricada enquanto a tropa de choque francesa utiliza canhões de água em meio a confrontos durante uma manifestação na Place de la République, em Paris Reuters De Milão a Marselha, passando por Madri e muitas outras cidades europeias, as ruas foram tomadas por protestos coloridos e intensos nas últimas semanas. Só neste sábado (31/10), mais de 300 mil pessoas foram às ruas em toda a França, e pelo menos 290 manifestantes foram presos, segundo o Ministério do Interior do país. Na Alemanha, protestos terminaram em confrontos e saques em cidades como Frankfurt, Berlim, Colônia e Hamburgo. A polícia usou canhões de água para dispersar manifestantes. Embora a maioria dos protestos deste mês tenha começado de forma pacífica, muitos terminaram em cenas chocantes de violência e saques. Há acusações de que grupos da esquerda radical teriam provocado tumultos intencionalmente, além de relatos de uso excessivo da força pela polícia. O continente vive um clima de instabilidade social e política. Milhares participaram de manifestações em Roma e Florença, na Itália. Em Madri, na Espanha, um acampamento de barracas ocupa uma praça no centro da cidade desde o fim de setembro. Em Lisboa, capital portuguesa, dezenas de milhares de pessoas, a maioria jovens, participaram de uma marcha no início deste mês. Em Bruxelas, capital belga, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes depois que jovens vestidos de preto, com o rosto coberto para esconder a identidade, atiraram pedras e rojões contra os policiais. Na Albânia, manifestantes que denunciam corrupção no governo exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, que está no poder há 13 anos. Passei anos cobrindo manifestações por toda a Europa, tanto pacíficas quanto violentas. Me lembro bem das manifestações fervorosas pela independência da Catalunha (região espanhola), em 2017; do desespero e dos coquetéis molotov lançados pelas ruas de Atenas, capital grega, durante a crise da dívida grega, em 2015; e dos diversos episódios de violência na França durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, provocados por propostas de aumento dos impostos…
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