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Comissária viaja por estados para estocar remédio de epilepsia do filho; medicamento deixará de ser vendido

Destaques 07/10/2026 às 15:59
Comissária viaja por estados para estocar remédio de epilepsia do filho; medicamento deixará de ser vendido
]]> Vinhedo (SP): mãe comissária viaja por estados para estocar remédio de epilepsia do filho que deixará de ser vendido Reprodução/EPTV A comissária de bordo Thais Jucá, de Vinhedo (SP), aproveita as viagens de trabalho para visitar farmácias em outros estados e comprar um remédio para epilepsia que deixará de ser comercializado no Brasil. Com medo de interromper o tratamento do filho de 4 anos, ela e o marido, o engenheiro elétrico João Jucá, conseguiram reunir quase 50 caixas do medicamento Depakote Sprinkle em pouco mais de um mês. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A corrida da família pelo produto começou após a farmacêutica Abbott notificar que a fabricação e a importação do remédio seriam encerradas definitivamente em 2026 por motivações comerciais (veja a nota abaixo). A maior dificuldade enfrentada pelos pais é a falta de opções no mercado nacional com o mesmo formato de administração, chamado de "sprinkle". O medicamento é essencial para crianças ou pessoas com dificuldade de engolir porque: é composto por microgrânulos armazenados dentro de cápsulas; pode ser aberto para que os grânulos sejam misturado a alimentos pastosos, como iogurte; evita a necessidade de ingestão de comprimidos grandes, que não podem ser mastigados ou triturados. "Fomos procurar algo alternativo e não tem no Brasil esse tipo de administração de remédio, que são microgrânulos. Ele é pequeno, ele não engole um remédio, existe uma alternativa, só que a alternativa é um comprimido grande. Ele não pode ser mastigado, ele não pode ser dissolvido", relata João. Risco no tratamento Depakote Sprinkle: família de Vinhedo (SP) estoca medicamento para epilepsia que será descontinuado Reprodução/EPTV Para evitar a descontinuidade dos tratamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que a fabricante mantenha o mercado devidamente abastecido pelo período de 12 meses. Apesar de terem garantido o remédio para um ano, João e Thais esbarram na data de validade dos produtos estocados e aguardam uma solução. "Desesperador, porque você já passa por todo o diagnóstico, pela internação, pela UTI, pelo desespero de ter o filho nessa situação que a gente não…
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