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Jovem Rio News

Com medo das chuvas, moradores de áreas de risco criam rede comunitária para agir em emergências em Nova Friburgo

Destaques 20/10/2026 às 22:19
Com medo das chuvas, moradores de áreas de risco criam rede comunitária para agir em emergências em Nova Friburgo
]]> A proposta é ter moradores como pontos de referência em diferentes partes do bairro Divulgação Moradores do bairro Ruy Sanglard, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, decidiram criar uma rede comunitária para tentar agilizar a retirada e o auxílio a pessoas que vivem em áreas de risco durante episódios de chuva forte. A mobilização foi feita a partir de um mapeamento da Defesa Civil que, segundo a associação de moradores, identificou sete áreas de risco no bairro. Com essas informações, a comunidade passou a se organizar por setores. A proposta é ter moradores como pontos de referência em diferentes partes do bairro, facilitando a comunicação e a mobilização dos vizinhos caso uma situação de emergência aconteça. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 William Chagas, presidente da associação de moradores, explica que a ideia é complementar o trabalho realizado pelos órgãos públicos, principalmente nos primeiros momentos de uma ocorrência. "A Defesa Civil fez um planejamento, mas, mesmo assim, sabe que tem que ter o apoio da comunidade", afirmou. Segundo William, quem vive no bairro conhece os pontos mais vulneráveis e pode ajudar a identificar rapidamente onde há pessoas precisando de auxílio. Apesar da mobilização, o presidente da associação afirma que a iniciativa não é uma solução definitiva para o problema. "O que precisa fazer é moradia. O mapeamento está feito e vamos salvar vidas, mas vai continuar o problema, porque não tem casa, não tem moradia", disse. A preocupação aparece também nos relatos dos moradores. Em um dos pontos visitados pela nossa equipe, moradores afirmam que um trecho danificado durante as chuvas de dezembro ainda não foi recuperado. Segundo eles, o problema afetou o acesso pelo local e a circulação do transporte coletivo. Mônica Bohrer, que mora próximo ao trecho, conta que a preocupação aumenta principalmente durante a madrugada, quando chove forte. "Chega a noite, madrugada, a gente não dorme direito. Fica com medo disso aí cair mais", contou. Cláudio Bohrer afirma que os próprios moradores já precisaram se mobilizar para retirar materiais que caíram no local. "Nós tivemos que alugar caminhão para…
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