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Com El Niño e recorde de temperatura, Belém chega ao Círio em alerta para calor extremo: 'é nosso maior desafio', diz coordenador da romaria

Destaques 10/10/2026 às 04:00
Com El Niño e recorde de temperatura, Belém chega ao Círio em alerta para calor extremo: 'é nosso maior desafio', diz coordenador da romaria
]]> Círio: Altas temperaturas são desafios para promesseiros que seguem até Belém Uma multidão de cerca de 2 milhões de fiéis é esperada nas ruas de Belém para o Círio de Nazaré, nos dias 10 e 11 de outubro, após um início de mês com recorde de calor. Sob influência do El Niño, a capital paraense chegou aos 37 °C, a maior temperatura já registrada em outubro, e está em alerta municipal para risco de calor extremo. “O calor é hoje a nossa principal preocupação neste Círio”, afirma o coordenador da festividade, Antonio Sousa. Segundo ele, os alertas recebidos da Defesa Civil e da Cruz Vermelha desde o início do ano levaram à revisão dos pontos de atendimento, apoio e hidratação nos percursos das 14 procissões. ⏱️ O Círio 2026 de Nazaré, maior procissão mariana do mundo em um único dia, é neste domingo (11). No entanto, o sábado (10) já reúne programações e também quatro procissões oficiais com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, sendo três pela manhã e uma à noite. Para o fim de semana das principais romarias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas de até 35 °C. Nas estradas, romeiros que caminham do interior do Pará até a Basílica Santuário de Nazaré já enfrentam o desgaste provocado pelo calor. Os dados do Inmet mostram que outubro começou mais quente que o habitual. Entre os dias 1º e 7, as temperaturas máximas em Belém ficaram, em média, 2,7 °C acima da média histórica do mês, de aproximadamente 33,1 °C. No fim de semana do Círio, os termômetros devem variar entre 25°C e 35°C, com umidade do ar entre 50% e 98% e possibilidade de pancadas isoladas de chuva à tarde. O El Niño é um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário. O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico, próximas à linha do Equador, ficam mais quentes que o normal e alteram o clima em diferentes regiões do planeta. Na Amazônia, pode favorecer a redução das chuvas e o aumento das temperaturas. Segundo o Inmet, há 95% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Calor já desafia romeiros nas estradas Círio de Nazaré: Promesseiros caminham pelas rodovias rumo a…
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