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Círio de Nazaré: diretoria avalia procissões, explica corte de corda e detalha impacto do calor em Belém

Destaques 12/10/2026 às 22:24
Diretor do Círio, Antônio Sousa esclarece sobre corte da corda da procissão de domingo, 11 A diretoria da festa do Círio de Nazaré apresentou um balanço das principais procissões deste ano, destacando o crescimento do público, o comportamento do clima e as polêmicas envolvendo a corda da Berlinda. Em entrevista, o diretor-coordenador do Círio, Antônio Souza, detalhou os desafios logísticos da Transladação (no sábado) e da grande procissão de domingo, além de responder sobre os cortes na corda que chamaram a atenção dos devotos. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Rompimento e corte da corda: o que aconteceu? Um dos pontos mais debatidos nas redes sociais foi o comportamento da corda, um dos maiores símbolos de fé do Círio. No sábado, durante a Transladação, imagens registraram o rompimento da estrutura. Já no domingo, vídeos mostraram integrantes da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré efetuando o corte de trechos da corda. Antônio Souza esclareceu que a corda, produzida pelo quarto ano consecutivo em Castanhal, no nordeste paraense, passou por testes rigorosos de resistência antes das procissões. "Essa corda foi tracionada com toda a força por dois caminhões Scania e não teve nenhum problema. Além disso, reforçamos todos os nós. O que acontece na Transladação é a força humana, que é imensurável. Há um levantamento de que cerca de 8 mil mãos puxam a corda ao mesmo tempo. É o poder da fé", explicou o coordenador. Sobre o corte realizado pelos guardas no domingo, Souza defendeu a atuação da equipe, classificando-a como um procedimento técnico e de segurança previamente alinhado com os órgãos de segurança pública. "Ninguém fica mais triste com o corte da corda do que a própria Guarda de Nazaré", afirmou. Ele explicou que a corda é dividida em estações. Quando há um rompimento espontâneo ou um corte indevido, pedaços soltos de corda tornam-se extremamente perigosos. "O romeiro não quer largar a corda, mas aquele pedaço já não está mais atrelado à Berlinda. Isso impede a procissão de caminhar e gera riscos. Por segurança, a Guarda retira esse pedaço solto para que a estação seguinte passe a liderar a tração. É um procedimento necessário para que o Círio…
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