Cinco anos da Lei das SAFs: Brasil chega a 150 casos, mas adesão cai na elite
Esportes05/11/2026 às 03:22
]]> O futebol brasileiro atingiu a marca de 150 clubes constituídos como sociedades anônimas do futebol (SAF), modelo criado após a sanção da Lei 14.193. O número redondo se deu justamente no mês de aniversário de cinco anos do novo formato jurídico, inaugurado em outubro de 2021. Apesar do sucesso na sua proposta original de criar uma alternativa mais atrativa aos modelos empresariais convencionais, as SAFs basicamente estagnaram dentre os principais emblemas nacionais. O último caso mais relevante, considerando constituição e venda, foi a SAF do Atlético-MG em julho de 2023. Os dados do projeto de pesquisa Painel das SAFs, empenhado pelo Observatório Social do Futebol (UERJ), elucidam sobre a dimensão desse novo movimento de empresarização no futebol brasileiro. Embora sejam numerosas, as SAFs estão se espalhando pela parte mais baixa da pirâmide, inclusive em clubes que não disputam futebol profissional. Cerca de 10% dos casos se referem a clubes dedicados exclusivamente à formação de atletas, quando muito, atuantes em competições de base. Outros cerca de 19% se tratam de clubes “de registro”, criados oficialmente, mas que não estão inscritos em quaisquer competições oficiais. A multiplicação dos casos entre clubes de menor relevância esportiva e social contrasta com a presença na “parte alta” da pirâmide nacional. Nas Séries A, B e C de 2025, que reuniram 60 clubes, apenas 25 teriam adotado o formato de SAF, representando menos da metade desse contingente (já levando em conta o caso recente do Avaí). Leia mais: Cinco SAFs lideraram a Série C, mas apenas uma subiu da D É de se observar que há clubes mais tradicionais que adotaram o modelo de SAF, mas que ainda não encontraram compradores, como América-MG, Atlético-GO e Fortaleza EC - criado sem esse intuito, mas cuja nova diretoria já indicou o interesse em buscar investidores. Considerando os clubes de maior torcida no país, nota-se uma estagnação. Desde julho de 2023, quando o Atlético-MG constituiu sua SAF, nenhum outro clube de maior expressão nacional adotou o modelo e vendeu o controle. Antes disso, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Bahia e Coritiba procederam com vendas das SAFs, três deles para grupos…
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