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Chuva reduz velocidade média do trânsito de SP em até 15%; impacto é o maior entre metrópoles da América Latina

Destaques 14/10/2026 às 19:28
Chuva reduz velocidade média do trânsito de SP em até 15%; impacto é o maior entre metrópoles da América Latina
]]> Congestionamento na Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte de São Paulo, durante dia de chuva em 2025 ROBERTO COSTA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO A chuva tem um impacto maior sobre o trânsito em São Paulo do que em outras grandes cidades da América Latina. Um estudo da Geotab, empresa de gestão de frotas, aponta que a velocidade média dos veículos na capital paulista pode cair até 14,8% durante temporais, o pior resultado entre as metrópoles analisadas. O dado expõe a vulnerabilidade de uma cidade que já convive com o sistema viário operando próximo do limite de capacidade. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que a frota da capital paulista atingiu neste ano cerca de 10,1 milhões de veículos, o maior patamar da série histórica. Em 2006, eram 4,9 milhões, o que representa crescimento de aproximadamente 106% em duas décadas. Números da CET reforçam a relação entre chuva e congestionamentos. Entre os 20 maiores índices de lentidão registrados na cidade neste ano, 13 ocorreram em dias com registro de chuva. Em sexta chuvosa, cidade de SP bateu recorde de trânsito do ano de 2025 O levantamento da Geotab analisou mais de 3 milhões de deslocamentos realizados por cerca de 10 mil veículos monitorados na capital paulista entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026. Os veículos percorreram aproximadamente 10 mil trechos de ruas, avenidas e rodovias urbanas em um raio de até 8 quilômetros do centro da cidade. A empresa atua com monitoramento e gestão de frotas comerciais, como veículos de logística, entregas e prestação de serviços. Os dados mostram que, considerando qualquer episódio de chuva, a velocidade média do tráfego caiu 3,2% em São Paulo. Nos eventos classificados como tempestades severas, a desaceleração média foi de 14,8%. O impacto foi superior ao observado em Buenos Aires, onde a redução atingiu 10,4%, e na Cidade do México, que teve queda de 7,1%. "Aqui em São Paulo a gente tem uma malha viária mais complexa em termos de rodovias que cruzam a cidade e avenidas que não estão preparadas para o fluxo que temos hoje. A frota urbana aumentou muito na última década e ainda não estamos preparados para toda essa demanda", avalia Marcio…
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