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Chips mais caros, novos mercados: o que muda para Manaus?

Destaques 05/11/2026 às 18:02
Chips mais caros, novos mercados: o que muda para Manaus?
]]> Chips mais caros, novos mercados: o que muda para Manaus? Reprodução/Google O investimento em um data center do outro lado do mundo pode influenciar o custo de um eletrônico produzido em Manaus. A conexão tem relação às memórias: os fornecedores desses componentes estão direcionando capacidade industrial e investimentos para atender à expansão da inteligência artificial, já para as fabricantes de celulares, televisores e computadores, acompanhar essa mudança tornou-se parte do planejamento do negócio. No balanço divulgado em outubro, a Samsung informou que a forte demanda por servidores contribuiu para elevar os preços de memórias em diferentes aplicações. A companhia também projetou, para 2027, uma demanda por memórias impulsionada pela IA superior à oferta da indústria e anunciou a intenção de ampliar contratos de vários anos. Em relação ao Polo Industrial de Manaus (PIM), essa pressão pode aparecer antes de faltar uma peça. Antecipar compras exige capital de giro; manter estoques maiores aumenta despesas; substituir componentes depende de testes e aprovação técnica. Uma fábrica pode continuar produzindo e, ainda assim, enfrentar custos mais altos e menor margem. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A conexão com os eletrônicos de consumo Os semicondutores não formam um mercado único. As memórias de alta largura de banda, conhecidas pela sigla HBM e utilizadas junto aos processadores de IA, têm características diferentes das memórias presentes em muitos eletrônicos de consumo. A relação entre esses mercados passa também pelas decisões dos fabricantes sobre quais produtos priorizar e onde ampliar a produção. Em análise publicada em setembro, a TrendForce apontou que a preferência por memórias destinadas a servidores mantém a oferta pressionada. A consultoria também identificou restrições na oferta de memórias DRAM utilizadas em televisores e equipamentos de rede. Há, portanto, fundamento para acompanhar possíveis efeitos sobre as TVs produzidas em Manaus. Isso não significa que as fábricas locais estejam sem componentes ou que haverá um reajuste uniforme dos aparelhos, mas exige atenção à dinâmica do mercado. A própria TrendForce informou que, até…
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