China alega que explosivo encontrado em contêiner na Oceania é 'garrafa de vinho'
Rio de Janeiro06/11/2026 às 12:21
]]> Um explosivo de artilharia chinesa foi encontrado num contêiner em Port Moresby (Papua-Nova Guiné) na semana passada. O que mais chamou atenção na história foi a alegação feita pela Embaixada da China na Papua-Nova Guiné: o artefato, na verdade, tratava-se de uma "garrafa de vinho" na forma de projétil que "não oferece perigo algum". A polícia federal de Papua-Nova Guiné submeteu o objeto de 32 kg, de formato cilíndrico e com uma extremidade pontiaguda a um exame de raio-X para verificar seu conteúdo letal. Um relatório policial confirmou que o item era um projétil de artilharia de 130 mm, modelo "Tipo 59", que não chegou a detonar. Ele estava carregado com explosivos químicos e equipado com uma espoleta, segundo a Australian Broadcasting Corporation (ABC). O caso gerou impasse diplomático entre as duas nações, já que Pequim insistiu que tal arma jamais poderia ter sido exportada a partir de seu território. O Exército do país da Oceania está investigando o caso. "É praticamente impossível que um projétil de artilharia de uso militar seja contrabandeado da China para a Papua-Nova Guiné", declarou a Embaixada chinesa. Há uma réplica de projétil que acomoda garrafa de vinho vendida no site Etsy. Contudo, essa réplica é feita de plástico e é significativamente mais leve do que o objeto encontrado no contêiner. "Que tipo de garrafa de vinho pesa 32 kg?", questionou um internauta após a história viralizar. O episódio ocorre num momento em que nações insulares da Oceania, como a Papua-Nova Guiné, veem-se envolvidas em disputas de poder entre a China e o Ocidente, à medida que potências competem por acesso à Segunda Cadeia de Ilhas, uma linha defensiva e estratégica no Oceano Pacífico Ocidental, concebida no contexto da política externa dos EUA para conter a expansão militar da União Soviética e, atualmente, da China. Essa cadeia estratégica de ilhas abriga bases navais que funcionam como barreiras às operações marítimas da China. Ela se estende desde o sul do Japão, passando pelas Ilhas Bonin e pelas Ilhas Vulcano, pelas Ilhas Marianas (com destaque para a importante base militar americana em Guam), Ilhas Carolinas (como Palau e Yap) e indo até a região da…
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