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Cheiro de carne queimada, febre amarela: o que é fato e o que é lenda sobre as 'Sete Catacumbas' de Jaboticabal, SP

Destaques 01/11/2026 às 06:01
Cheiro de carne queimada, febre amarela: o que é fato e o que é lenda sobre as 'Sete Catacumbas' de Jaboticabal, SP
]]> O que é fato e o que é lenda na história sobre as 'Sete Catacumbas' de Jaboticabal De luzes misteriosas a relatos de pessoas enterradas vivas, uma história que mistura morte, epidemia e assombração atravessa gerações e ficou conhecida como "a lenda das Sete Catacumbas" em Jaboticabal (SP), na região de Ribeirão Preto (SP). Segundo a versão popular, sete espanhóis foram enterrados no antigo Cemitério São Bom Jesus do Lazareto durante uma epidemia de febre amarela, no fim do século 19. O medo de que a doença se espalhasse teria levado à queima de corpos e até ao sepultamento de pessoas ainda vivas. Com o passar dos anos, também surgiram relatos de gritos, aparições e cheiro de carne podre nas proximidades do local. A história chegou a ser tema de uma reportagem de uma emissora espanhola. Mas nem tudo o que é contado sobre as catacumbas tem comprovação histórica. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Para entender o que aconteceu e o que faz parte do imaginário popular, o g1 conversou com o memorialista e fotógrafo José Mario de Oliveira, que pesquisa a história de Jaboticabal. Cemitério São Bom Jesus do Lazareto José Mario de Oliveira O que é fato Uma epidemia de febre amarela atingiu Jaboticabal em 1896. Na época, o medo do contágio levou à criação de cemitérios afastados da área urbana para receber corpos das vítimas da doença. O Cemitério São Bom Jesus do Lazareto, onde fica uma capela de mesmo nome, foi um desses locais. "A epidemia da febre amarela aconteceu em 1896, matou bastante gente na região e, na época, por medo do contágio dela, eles faziam cemitérios longe da cidade. O Cemitério do Senhor Bom Jesus, que é onde hoje está localizada a Capela do Senhor Bom Jesus do Lazareto, estava em um bairro bem distante da cidade." Segundo Oliveira, há registros de óbitos e sepultamentos no cemitério, mas, com o passar do tempo, o espaço foi abandonado e boa parte das sepulturas desapareceu sob a vegetação e pela ação do tempo. "Eles foram enterrando as pessoas que morriam de febre amarela. Em 1931, o local já era lotado. Porém, devido à ação do tempo, pelo abandono de outras épocas e também porque ninguém cuidava do cemitério…
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