Castigos físicos, ofensas e tratamento cruel: entenda investigação contra coordenador de colégio da PM no TO
inicio21/09/2026 às 13:02
]]> MPE investiga punição física a alunos em colégio militar de Palmas Um coordenador do Colégio Militar do Estado do Tocantins Unidade XX Duque de Caxias é suspeito de aplicar castigos físicos, agressões verbais e tratamento degradante aos alunos. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para investigar denúncias e verificar se houve falha na adoção de medidas disciplinares contra o servidor. A unidade localizada no distrito de Taquaruçu, em Palmas, é administrada pela Polícia Militar (PM) e foi inaugurada em 2021 com capacidade para cerca de 500 alunos. Conforme informado pelos militares, o colégio oferta turmas da segunda fase do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A investigação começou após uma denúncia anônima registrada na Ouvidoria do MPTO em 14 de maio de 2026. Segundo a portaria de instauração, estudantes relataram que sofreram punições coletivas, receberam gritos e foram submetidos a atividades consideradas degradantes como forma de sanção disciplinar. O g1 não conseguiu contato com a defesa do coordenador. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Durante a fase preliminar de apuração, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) encaminhou ao Ministério Público documentos produzidos pela direção da escola e pela Superintendência Regional de Educação. Os registros apontam que alunos foram punidos coletivamente por não utilizarem o uniforme oficial durante um evento escolar. Segundo os depoimentos dos estudantes, as punições incluíram gritos, tratamento ríspido e a imposição de esforço físico degradante, como carregar madeira e tijolos pelo pátio da unidade. Para o MPTO, essas condutas podem configurar castigo físico e tratamento cruel ou degradante, práticas proibidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). LEIA MAIS Coordenador de Colégio Militar no TO é investigado por suspeita de castigar alunos por não usarem uniforme Como Porsche de R$ 372 mil sumiu após ser apreendido e acabou voltando para o antigo dono Acesso a cachoeira paradisíaca no TO vira disputa judicial após estrada ser bloqueada MPTO abriu inquérito após relatos de agressões verbais e esforço físico…
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