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Caso Porsche: Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo; defesa vai recorrer

Rio de Janeiro 30/10/2026 às 12:59
Caso Porsche: Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo; defesa vai recorrer
]]> Responsável pelo acidente com um Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, Fernando Sastre foi condenado a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão na madrugada desta sexta-feira por homicídio doloso. Além da condenação de Sastre, a namorada dele, Giovana, também vai ter que pagar 10 salários mínimos por não comparecer a audiência no horário previsto na quarta-feira. Após a leitura da sentença, o advogado Eugênio Malavasi afirmou que considera a decisão dos jurados contrária às provas apresentadas durante o julgamento. O advogado disse que já apresentou recurso de apelação e que pretende levar a discussão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo ele, a defesa sustentou duas teses durante o julgamento: a desclassificação do homicídio doloso para culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco, e o afastamento da qualificadora de perigo comum. — A defesa pediu expressamente o afastamento da qualificadora do perigo comum, porque eram duas e meia da manhã, aproximadamente, e não tinha ninguém nas cercanias. Mas essa foi a tese subsidiária, porque a tese principal foi a desclassificação para homicídio culposo — disse. Malavasi afirmou que a defesa considerava que a conduta de Fernando deveria ser enquadrada como imprudência. O advogado também mencionou a admissão do consumo de álcool feita pelo empresário durante o interrogatório, na quinta-feira. Segundo ele, Fernando ficou triste com o resultado, pois esperava que os jurados acolhessem ao menos uma das teses apresentadas pelos advogados. O réu, de acordo com Malavasi, mantém a confiança na Justiça e pretende buscar a revisão da decisão no tribunal. Já Marcus Vinicius, que estava no Porsche no momento da colisão e ficou gravemente ferido, afirmou que considera a condenação justa. Ele também se referiu a Fernando como um amigo. — Ele é um grande amigo meu, que está preso agora. Mas se vejo como justiça? Sim, eu vejo como justiça. A verdade sempre prevaleceu, e é isso que importa — declarou. Lucas, filho de Ornaldo, também comemorou o resultado. Ele afirmou que a condenação representa o reconhecimento da luta da família. — Eu me sinto tão feliz. Eu já fui muito atrás…
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