Caso PM Gisele: oficial critica roupa da esposa e ofende pais e testemunhas durante interrogatório; MP pede apuração
Destaques13/10/2026 às 15:49
]]> Caso PM Gisele: oficial criticou roupa de esposa durante interrogatório O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Neto, preso preventivamente e réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves, afirmou durante interrogatório à Justiça de São Paulo, em 5 de outubro, que ela era agressiva, quebrava objetos e tinha problemas psiquiátricos. Geraldo também lembrou que, cinco dias antes dela morrer, criticou a roupa da mulher e disse que, após uma discussão, Gisele teria usado um "microvestido" para provocar motoboys em frente ao prédio onde moravam. O Fantástico e o g1 tiveram acesso às mais de oito horas de gravação do depoimento do acusado (veja vídeos nesta reportagem sobre o que ele disse). "Ela estava com o vestido marrom (...) na frente do prédio. Ela está com o vestido marrom tubinho, se ela respirasse, o vestido rasgava. Bem decotado, diga-se de passagem, bem curto. Uns dois palmos acima do joelho", diz Geraldo sobre a roupa de Gisele (saiba mais abaixo). Na audiência, última etapa da instrução processual antes da decisão sobre o júri popular, Geraldo sustentou que Gisele pegou uma arma e se matou com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, após ele concordar com o pedido de separação dela. Para defender a versão de suicídio, o oficial fez acusações contra a vítima, os pais e o ex-marido dela, amigas, uma testemunha protegida, policiais e peritos _que disseram ser impossível que Gisele tenha se matado. Também alegou ser alvo de uma tentativa para incriminá-lo sem provas e questionou a investigação. O Ministério Público (MP) pediu à Justiça que comunique todas as pessoas citadas por Geraldo, inclusive a vítima, sobre as ofensas que ele disse a respeito delas no interrogatório _até para que elas decidam se entram ou não com uma ação penal privada por injúria, calúnia ou difamação contra o tenente-coronel para cobrar dele indenização por danos morais. A Promotoria também solicitou ao poder judiciário que a Corregedoria da PM tenha acesso aos vídeos do que o interrogado falou sobre outros oficiais superiores dele na corporação. Geraldo os acusa de prevaricação. O Ministério Público quer que a…
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