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Caso João de Deus: entenda por que Justiça também condenou centro espírita por crimes sexuais

Destaques 07/10/2026 às 15:45
Caso João de Deus: entenda por que Justiça também condenou centro espírita por crimes sexuais
]]> João de Deus e centro espírita são condenados em GO Condenado junto com o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola teria atuado como facilitador para a prática de abusos sexuais cometidos contra mulheres durante atendimentos espirituais, segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO). Com base na sentença do juiz André Luiz Figueiredo Ligório, da Vara Cível de Abadiânia, a instituição teria fornecido a logística física, humana e de legitimação social considerada indispensável para que os crimes fossem cometidos reiteradamente ao longo dos anos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O médium João de Deus e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola foram condenados solidariamente a pagar R$ 20 milhões em indenização por danos morais coletivos decorrentes de abusos sexuais cometidos no interior da entidade, em Abadiânia. A decisão de terça-feira (6) também determinou que a instituição e o réu indenizem individualmente todas as pessoas que comprovarem ter sofrido abuso durante os atendimentos espirituais. 🔎 Condenação solidária quando determinada pela Justiça significa que, neste caso, tanto João de Deus quanto o Centro Espírita respondem pela totalidade da dívida de R$ 20 milhões, sem divisão prévia de quotas. Em nota ao g1, a defesa de João de Deus informou que os autos não refletem a realidade dos fatos e que vai recorrer da decisão. Também afirmou que a sentença desconsidera o conjunto de provas e absolvições obtidas ao longo de oito anos, além de impor uma condenação desproporcional (leia a nota completa abaixo.) João de Deus, em Aparecida de Goiânia, Goiás Renata Costa/TV Anhanguera Por que o centro espírita também foi responsabilizado Em entrevista ao g1, o promotor de Justiça Lucas César Costa Ferreira, titular da comarca de Abadiânia, afirmou que um dos pontos centrais da decisão foi afastar a tese de que os crimes teriam sido condutas exclusivamente particulares do médium. Segundo o Ministério Público, a estrutura física e a organização interna da Casa foram determinantes para que os abusos ocorressem de forma contínua ao longo dos anos. “O juiz reconheceu que não só aquelas vítimas que foram ofendidas…
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