Cariocas do subúrbio que estão na final do Jabuti falam de sua relação com o Rio
Rio de Janeiro25/10/2026 às 10:00
]]> Eliana Alves Cruz nasceu em Realengo, na Zona Oeste do Rio, mas já passou por Madureira e Tijuca, entre outros bairros, até fincar raízes em Vila Isabel. Evandro Luiz da Conceição, que se define como uma pessoa de “alma cigana”, veio ao mundo em Benfica e viveu dos 5 aos 18 anos em Piabetá (distrito de Magé). Depois voltou ao Rio, tendo passado por Penha, Cidade de Deus, Madureira, Estácio e Lapa até chegar ao Engenho Novo, onde está há oito anos. Ambos são escritores negros, com uma grande vivência da cidade impregnada em suas obras, de maneira explícita ou não. Os dois representantes da Zona Norte estão na final do Prêmio Jabuti, o mais tradicional e importante da literatura brasileira, cujos vencedores serão anunciados nesta terça-feira, em uma cerimônia realizada em São Paulo. Aos 60 anos, Eliana Alves Cruz é uma premiada escritora, autora de diversos títulos. Seu romance de estreia, “Água de barrela”, foi vencedor do prêmio literário da Fundação Palmares, em 2015. Dois anos depois, lançou “O crime do Cais do Valongo”. Em 2022, publicou o livro de contos “A vestida”, vencedor na categoria do Jabuti daquele ano. Disputa acirrada Desta vez, ela disputa com “Meridiana”, que conquistou o Prêmio Guimarães Rosa, dado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) para o livro do ano de 2025, na categoria “Ficção”. A obra detalha o processo de ascensão social de uma família negra. Concorrendo à categoria principal, agora denominada “Romance Literário”, com Itamar Vieira Junior (“Coração sem medo”), Milton Hatoum (“Dança de enganos”), Aline Bei (“Uma delicada coleção de ausências”) e Evandro Affonso Ferreira (“Vez em quando, Billie Holiday”), Eliana não considera que a vitória na ABL amplie suas chances. — São premiações completamente diferentes, e é uma categoria que este ano está muito disputada. Todos os livros que estão ali são muito bons, assim como os que ficaram na semifinal. Todos incríveis. Evandro Luiz, de 50 anos, já havia participado de diversas coletâneas, publicadas no Brasil e no exterior, mas com “Minha estranha loucura”, sua estreia solo, concorre como finalista na categoria “Conto”. Também estão no páreo os autores Marcos Vinicius de Paula (“Corpo…
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