Canobbio, do Fluminense, condena ataques pessoais no futebol: 'O que mais gera conteúdo é crítica, xingamento e ódio'
rio20/09/2026 às 04:00
]]> Expulso nas oitavas de final da Libertadores contra o Independiente Rivadavia-ARG, Agustín Canobbio tinha tudo para ser vilão de uma possível eliminação, mas o Fluminense avançou nos pênaltis. Chateado com o próprio vacilo, o uruguaio se surpreendeu com o discurso de ódio nas redes sociais e condenou o efeito manada. Nas quartas de final, por outro lado, virou herói contra o Platense-ARG, com uma de suas principais armas: a intensidade. Roubou uma bola na defesa e concluiu com gol um contra-ataque letal. O sonho de conquistar a glória eterna justamente em Montevidéu, sua cidade natal, segue vivo. Em conversa com o GLOBO, o uruguaio de 27 anos falou sobre a montanha-russa que é ser jogador de futebol. Os treinadores elogiam sua entrega em campo. Como vê? O mais importante é ganhar. Dentro disso, também está fazer gols, recuperar e criar. Às vezes, penso se deveria estar mais fresco para finalizar, mas, se não ajudo atrás, também me cobrariam. É um equilíbrio, porque cada jogo é diferente. No último, foi muito intenso, e eu estava lúcido na hora do gol. Em outro, o campo está pesado, e a perna pesa. O quanto você se cobra para finalizar melhor? Estou melhorando e venho fazendo gols. Cada pessoa tem seu conceito sobre futebol ou sobre mim, e eu respeito. Só que alguns, por não terem essa experiência, passam uma visão equivocada para quem pode nem ter assistido à partida. Pegam um lance e falam: “Ah, errou tudo”. Pô, eu não errei tudo, não sou qualquer um. Por isso, é preciso ter cuidado com o que se fala. Na sua visão, há muitas críticas injustas. Como lida? É um motor que utilizo para seguir no dia a dia e virar a página. Mas tem que ter cuidado, porque não se sabe o que a pessoa está passando. O torcedor tem direito de falar o que quiser, mas, sem conhecer o que o jogador vive, não acho certo falar da pessoa. Falar do jogador, tudo bem. Agora, dizer que sou burro, sem me conhecer, não acho certo. E hoje, o que mais gera conteúdo? A crítica, o xingamento, o ódio. Canobbio, do Fluminense, no CT Carlos Castilho Alexandre Cassiano Como Paulo Angioni, diretor de futebol, que morreu semana passada, te ajudou? Foi ele quem me recebeu. Tivemos muitas conversas. Ele…
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