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Câncer de pulmão diagnosticado no Papa tem chance de cura acima de 90% em estágio inicial; entenda

Destaques 14/10/2026 às 03:00
Câncer de pulmão diagnosticado no Papa tem chance de cura acima de 90% em estágio inicial; entenda
]]> Exames já indicavam suspeita de câncer no papa Leão XIV; veja nota do Vaticano O adenocarcinoma de pulmão, tipo de câncer diagnosticado no Papa Leão XIV, tem sobrevida de 90% a 92% em cinco anos quando é descoberto no estágio mais inicial, o 1A1, segundo dados da Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC). O índice cai conforme a doença avança: fica entre 52% e 65% no estágio 2, entre 12% e 41% no 3 e chega a, no máximo, 15% no 4. O estágio do tumor do Papa, de 71 anos, não foi divulgado. Leão XIV foi operado na terça-feira (13), no hospital Gemelli, em Roma, para retirar uma lesão encontrada em exame de rotina. Teve o lobo inferior do pulmão direito removido, em uma cirurgia videoassistida de cerca de 90 minutos, sem complicações, segundo o boletim médico do Vaticano. O pontífice acordou normalmente e a previsão é de uma semana de internação. O Papa Leão XIII lidera a oração do Angelus da janela do Palácio Apostólico no Vaticano, em 11 de outubro de 2026 Vatican Media/Elisabetta Trevisan/Divulgação via REUTERS Duas respostas que ainda faltam O estágio e as mutações do tumor são as informações que vão dizer o que acontece daqui para frente, e nenhuma das duas foi divulgada. O estágio indica a extensão da doença e, com ele, a chance de cura. As mutações, alterações genéticas que o laboratório procura no tumor retirado, mostram se há remédios feitos sob medida para atacá-lo e se o Papa precisará de tratamento complementar depois da cirurgia. Oncologista do grupo Oncoclínicas e colaborador da instituição científica Americas Health Foundation, Stephen Stefani explica que pesquisa das mutações é obrigatória em todo paciente com adenocarcinoma e costuma ocorrer enquanto ele se recupera da operação. Ele ressalta que o fato de o tumor ter sido achado em exame de rotina, e não por sintomas, aumenta a taxa de cura. Uma parte do pulmão O pulmão direito é dividido em três partes, chamadas lobos, e o esquerdo em duas. A retirada do lobo inferior direito, como no caso do Papa, não é uma cirurgia pequena, observa Stefani, mas deixa o paciente com a maior parte do órgão funcionando. Antes de operar, a equipe confere se o paciente tem reserva de…
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