Canais do WhatsApp mobilizaram os eleitores de Flávio e Lula no segundo turno
Rio de Janeiro25/10/2026 às 11:47
]]> Os comandos dados pelos canais de WhatsApp “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio” deram o tom da disputa digital às vésperas do segundo turno. As orientações para a militância a favor de cada um dos candidatos moldaram a estratégia das campanhas tanto na busca por pautar a discussão nas redes sociais quanto no engajamento para evitar abstenções neste domingo. De um lado, o canal a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi criado em abril pelo deputado André Janones (Rede-MG), que comandou os “soldados”. O movimento ganhou tração após a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender temporariamente a ferramenta. Até a noite de sábado, o “Exército do Lula” alcançava 10,8 milhões de seguidores. A “Tropa do Flávio”, por sua vez, foi criada em outubro, como reação ao engajamento conquistado pelo canal de Lula. Até a noite de sábado, o espaço administrado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) tinha 2,1 milhões de seguidores. — Houve um despertar e reconhecimento da importância dessa estratégia digital na massa eleitoral petista no segundo turno — avalia o cientista político Marcos Paulo Campos, da Universidade Estadual do Ceará. Já Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília, vê o modo de mobilização como uma estratégia que veio para ficar: — Os canais não irão desaparecer após as urnas. Serão como instrumentos barulhentos de mobilização, tanto para sustentar iniciativas do próximo governo quanto para organizar a oposição.
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