Câmara de Marechal Floriano cassa mandato do prefeito Lidiney Gobbi após denúncias de fraudes em licitações
inicio25/09/2026 às 18:53
]]> Lidiney Gobbi durante a sessão na Câmara de Vereadores em que teve o mandato cassado Divulgação/Câmara Municipal de Marechal Floriano A Câmara Municipal de Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, cassou por unanimidade o mandato do prefeito Lidiney Gobbi (PP). A sessão extraordinária de julgamento foi realizada nesta sexta-feira (25) e a posse do vice-prefeito, Júnior Lovatti, está prevista para as próximas horas. A perda do mandato tem efeito imediato e ocorreu após o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) derrubar a decisão que havia suspendido o julgamento do processo em fevereiro deste ano. O caso teve início após denúncias de irregularidades no Portal de Licitações do município entre julho e outubro de 2025. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A defesa do agora ex-prefeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Entenda o processo A investigação contra o prefeito começou em novembro de 2025, quando a denúncia foi protocolada na Câmara Municipal. A partir da acusação, o Plenário instaurou uma Comissão Processante, que aprovou o parecer pela cassação do mandato em fevereiro deste ano. O relatório final detalhou quatro eixos principais de irregularidades: Manipulação no Portal de Licitações: segundo o documento, processos de dispensa de licitação de 2025 eram divulgados com anos retroativos (como 1980, 1972, 2000 e 2022), saindo temporariamente das listas de visibilidade pública e retornando após a conclusão dos certames. Em depoimento, um servidor confirmou que as alterações de datas eram feitas manualmente para afastar concorrentes e viabilizar pagamentos a empresas que já haviam prestado serviços sem contrato prévio. Execução de obras sem contrato: obras e serviços de engenharia foram realizados antes da formalização contratual. A comissão apontou publicações nas redes sociais do próprio prefeito celebrando obras concluídas semanas antes da assinatura formal dos contratos. Além disso, maquinário e servidores municipais foram utilizados para realizar serviços de remoção de entulho que cabiam à empresa contratada. Fracionamento ilegal de despesas: ocorreu a divisão artificial de contratações…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.