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Caatinga respondeu por quase 40% das remoções de gases de efeito estufa no Brasil em 2022, aponta pesquisa da UFCG

Destaques 18/10/2026 às 15:30
Caatinga respondeu por quase 40% das remoções de gases de efeito estufa no Brasil em 2022, aponta pesquisa da UFCG
]]> Caatinga foi responsável por quase 40% das remoções de gases de efeito estufa no Brasil em 2022, aponta pesquisa da UFCG Univasf/arquivo O bioma Caatinga foi responsável por 38% das remoções de gases de efeito estufa no Brasil em 2022, segundo levantamento realizado pelo Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O número foi baseado no inventário Clima TRACE, que acompanha os dados internacionais de emissão e remoção dos gases e outras variáveis ambientais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com o inventário, em 2022 a Caatinga correspondeu à retirada de 410 milhões de toneladas de CO₂ da atmosfera. O bioma superou a Mata Atlântica e o Cerrado, responsáveis pela retirada de 320 e 240 milhões de toneladas do gás, respectivamente. Segundo os pesquisadores do OCA, os dados mostram o potencial da Caatinga para participar do mercado de carbono, que passou a ser regulamentado no Brasil a partir de 2024. LEIA TAMBÉM: Pesquisadores da UFCG apresentam trabalho em congresso da ONU: 'A Caatinga e o Semiárido têm experiência científica relevante' Agora no g1 Características da Caatinga As características da Caatinga contribuem para o processo de remoção do gás carbônico, segundo os pesquisadores. Naturalmente, durante o processo de fotossíntese, o bioma transforma cerca de 60% do gás absorvido em biomassa, reincorporando o resíduo em folhas, galhos, troncos e raízes. "Na Amazônia, esse percentual é de cerca de 30%, porque a respiração do ecossistema faz com que uma parcela maior do carbono absorvido retorne à atmosfera", explicaram os pesquisadores. Outro processo característico do bioma que aumenta a eficiência da absorção do gás ocorre durante os períodos de chuva. "Após meses de seca, poucos dias de chuva podem reativar a fotossíntese e fazer com que o bioma se torne um intenso sumidouro de CO₂, isto é, passe a retirar da atmosfera mais CO₂ do que libera. A ciência já reconhece que os ecossistemas semiáridos do mundo são responsáveis por boa parte da variação anual do ciclo global do carbono, ou seja, influenciam quanto carbono é absorvido e liberado pela vegetação terrestre de um…
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