Brasil confirmou 547 casos de doença de Creutzfeldt-Jakob, de Lito Sousa, em 17 anos; São Paulo concentra 37%
Destaques02/10/2026 às 07:00
]]> Perfil publica homenagem ao influenciador Lito Sousa A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), que levou à morte o influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Música, nesta quinta-feira (1º), foi confirmada em 547 pessoas no Brasil entre 2005 e 2021. Nesse período, o Ministério da Saúde recebeu 1.576 notificações suspeitas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), e pouco mais de um terço delas teve o diagnóstico fechado. A série corresponde aos primeiros 17 anos desde que a doença entrou na lista de notificação compulsória. A esposa de Lito, Mila, havia revelado o diagnóstico em vídeo publicado em 21 de agosto, e contado que ele demorou a ser fechado e que, nas semanas anteriores, o influenciador tinha perdido parte da capacidade motora. A DCJ é rara, progressiva e não tem cura. Cinco estados reúnem quase 70% dos casos As regiões Sul, Sudeste e Nordeste concentraram as confirmações. São Paulo lidera com 202 casos, o equivalente a 37% do total nacional. Minas Gerais aparece em seguida, com 57, depois Paraná (44), Rio de Janeiro (38) e Rio Grande do Sul (35). Somados, os cinco estados respondem por 376 dos 547 casos confirmados, cerca de 69%. Sequência de imagens de ressonância magnética mostra diferentes cortes do cérebro de um paciente com doença de Creutzfeldt-Jakob. Peter Rudge et al./Wikimedia Commons Idosos são os mais atingidos, e a evolução é rápida A faixa de 55 a 74 anos reuniu 60,2% das notificações, e a idade média entre os casos suspeitos foi de 66 anos. O perfil coincide com o da forma esporádica, a mais frequente, que costuma surgir entre os 60 e os 80 anos. A progressão é veloz. Segundo a literatura científica adotada pelo ministério, cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano depois do início dos sintomas, com sobrevida média de cinco meses. O boletim registra 290 óbitos entre as notificações analisadas, mas ressalva que o preenchimento e o acompanhamento dos dados apresentam falhas. Entenda a doença de Lito Sousa Arte/g1 Mais notificações não significam mais doentes O volume de notificações cresceu ao longo da série histórica, com salto mais expressivo a partir de 2012. O pico veio em 2019, com 174 registros,…
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