]]> Austrália 2 x 4 Brasil | Melhores momentos | Amistoso Internacional 2026 “Bota ponta, Telê!”, gritava o Zé da Galera, icônico personagem de Jô Soares lá nos anos oitenta. Mais de quatro décadas depois, convém pedir outra coisa: “Bota um meia, Ancelotti!”. Nesta terça-feira, a Seleção voltou a enfrentar a Austrália, desta vez com um esquema de três meio-campistas, em substituição à estratégia de quatro atacantes utilizada na sexta-feira anterior. O resultado (vitória por 4 a 2) e a atuação foram melhores. + Quem foi bem contra a Austrália? Avalie os jogadores A indefinição sobre o sistema tático acompanha a Seleção há tempos, desde antes da chegada de Carleto – uma dúvida que reforça a sensação de que andamos em círculos. Vivemos no pós-Copa os mesmos dilemas do pré-Copa, como se o Mundial não tivesse nos ensinado nada. Lemos manchetes repetidas, assistimos a debates desgastados, nos perguntamos o que temos nos perguntado sistematicamente, ano após ano. E o esquema tático é o maior exemplo desse eterno retorno. Nesta terça, a principal novidade foi a entrada de Gabriel Bontempo no meio. O jogador do Santos não fez uma partida excepcional, mas ajudou a deixar o time mais consistente. Nos primeiros 25 minutos de jogo e em boa parte do segundo tempo (aí com Andrey Santos no lugar de Bontempo), o Brasil conseguiu aproximar os setores. Consequentemente, esteve mais equilibrado. Jogadores do Brasil comemoram gol em Brasil x Austrália Rafael Ribeiro / CBF Ancelotti tem seus motivos para ainda testar a formação com quatro atacantes. O cardápio de jogadores de frente é muito mais atrativo do que a oferta de meias. Os resultados antes da Copa foram melhores quando ele utilizou um quarteto ofensivo. E, bom, o sistema usado no Mundial teve três meias – e nos levou apenas às oitavas de final. Mas a Seleção não se sustenta com quatro atacantes. Nenhum dos avantes conseguiu preencher o vazio da ausência de um meia de aproximação, posto que agora Ancelotti tenta ocupar com jogadores como Bontempo e Breno Bidon. Alguns tentaram (Raphinha, Rodrygo, Matheus Cunha), mas não funcionou. Com quatro atacantes, o Brasil entrega o meio ao adversário, como aconteceu de forma mais clara…
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