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Bomba do Czar: a maior explosão já vista na Terra completa 65 anos

Rio de Janeiro 01/11/2026 às 16:00
Bomba do Czar: a maior explosão já vista na Terra completa 65 anos
]]> Em 1961, a Guerra Fria vivia o seu auge. Em abril, a invasão americana da Baía dos Porcos, em Cuba, para pôr fim ao recém-nascido regime comunista, fracassou. No mesmo mês, o soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro humano na órbita terrestre. Em agosto, começava a construção do Muro de Berlim. Mas Moscou queria dar a prova definitiva de que era uma superpotência: explodir uma bomba nuclear que faria com que o ataque a Hiroshima no fim da Segunda Guerra Mundial parecesse um fato trivial. Há exatos 65 anos, isso aconteceu. Na manhã de 30 de outubro, a União Soviética explodiu a Bomba do Czar, um artefato 3.300 vezes mais poderosa que o que caíra sobre a cidade japonesa em 1945. A bomba era tão grande e pesada que não havia um avião adequado para levá-la. Tinha 8 metros de comprimento, um diâmetro de quase 2,6 metros e pesava mais de 27 toneladas. Moscou resolveu o impasse adaptando um bombardeiro Tupolev Tu-95. Todos os envolvidos na operação sabiam que havia o risco de serem desintegrados com o mais simples erro de cálculo. A engenhoca criada pelo físico Andrei Sakharov foi projetada como uma bomba de fusão de hidrogênio com três estágios: fissão-fusão-fissão. Contava com um iniciador de fissão que, ao ser detonado, dava início a uma reação de fusão. Uma detonação subsequente de fissão no manto de urânio aumentava o rendimento da bomba, um processo capaz de liberar uma potência total de 50 megatons. A potência inicialmente imaginada seria o dobro, mas, para evitar uma catástrofe global e uma quantidade absurda de poeira radioativa, os cientistas substituíram o urânio-238 do revestimento mais externo por chumbo. A Bomba do Czar: o maior artefato já detonado na Terra AFP Às 11h30, a Bomba do Czar foi lançada do Tupolev adaptado. Ela desceu de paraquedas para dar tempo de o avião se distanciar da explosão sem precedente. A detonação ocorreu três minutos depois, quando o monstro explosivo estava a 4 mil metros de altitude e o avião já havia conseguido se afastar cerca de 80 quilômetros do local da explosão, sobre o arquipélago de Nova Zembla, no Ártico. Foi a maior explosão que a Terra já viu, superando em 3,3 vezes a maior detonação já realizada pelos EUA:…
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