'Birdstrike': por que Aeroporto do Recife atrai tantas aves e tem 2º maior número de incidentes com aviões e pássaros no NE
Destaques08/10/2026 às 04:00
]]> 'Birdstrike': Aeroporto do Recife registrou 130 colisões entre aviões e aves em 2025 Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) mostram que o Aeroporto do Recife é o 10º do país e o 2º do Nordeste com o maior número de "birdstrikes", termo usado na aviação para descrever as colisão de aeronaves com pássaros. Para especialistas, um dos fatores por trás disso é o aterro sanitário próximo do terminal (saiba mais abaixo). O assunto chamou atenção nos últimos dias, depois que uma ave bateu na turbina de um avião da Gol, na segunda-feira (5). O incidente fez o motor pegar fogo e, com isso, o piloto precisou voltar ao terminal e fazer um pouso de emergência. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em 2025, a capital pernambucana registrou 130 ocorrências, ficando atrás apenas do terminal de Salvador. Além das batidas, houve 54 avistamentos de aves na área de operação. Conforme o levantamento do Cenipa, o número de "birdstrikes" na cidade cresceu ao longo dos últimos dez anos: 2015: 43 2016: 76 2017: 58 2018: 97 2019: 102 2020: 120 2021: 174 2022: 140 2023: 147 2024: 155 2025: 130 Com 58 anos de experiência e mais de 38 mil horas de voo, o comandante Antônio Jackson conhece bem os desafios do terminal. Segundo o piloto, o momento mais delicado e que exige atenção redobrada é a decolagem, quando ele e o copiloto "vasculham" o entorno em busca de aves. "Todo piloto, quando leva a aeronave para o ponto de decolagem, observa a pista, observa de alguém reportou [algum alerta]. Tem os procedimentos premeditados antes da decolagem. Se, durante a decolagem, ocorrer um problema, eles sabem o que vão fazer. Nunca existe uma surpresa imediata. Está tudo previsto e nós temos os recursos para minimizar esse acontecer e trazer a aeronave de volta ao solo com segurança", afirmou. De acordo com o comandante, o maior perigo está na força de sucção das turbinas, especialmente nos aviões de grande porte. "Geralmente, [a ave] atinge mais criticamente as aeronaves maiores, com motores maiores, com aspiração maior de ar. Essas turbinas aspiram muito, principalmente na hora da decolagem", explicou. Turbina de avião em chamas durante voo em Pernambuco…
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