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Bets na região de Ribeirão Preto: mulheres são maioria entre apostadores endividados, mostra levantamento

Destaques 02/10/2026 às 03:00
Bets na região de Ribeirão Preto: mulheres são maioria entre apostadores endividados, mostra levantamento
]]> As mulheres são maioria entre os endividados que apostam na região de Ribeirão Preto (SP), e um em cada três tem 55 anos ou mais. É o que mostra um levantamento do Acordo Certo divulgado com exclusividade ao g1. Segundo o estudo, as mulheres somam 50,6% desse público, participação 8 pontos percentuais maior que a média nacional. A empresa, uma plataforma online de negociação de dívidas, ouviu 237 endividados em 21 cidades, entre elas Ribeirão Preto, Franca (SP), Barretos (SP) e Sertãozinho (SP). Para Eduardo Cavalheiro, um dos organizadores do estudo, os dois grupos chegam às apostas por caminhos diferentes. Entre as mulheres, ele aponta mães chefes de família com renda baixa. Entre os mais velhos, a renda recorrente, como a aposentadoria, e a solidão. 📲 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Jogo do Tigrinho, ou Fortune Tiger, é um jogo de caça-níquel para celulares BBC/Reprodução/Fortune Tiger O levantamento mostra ainda que o cassino online, como o chamado "tigrinho", é o preferido de 58,1% dos que já jogaram. Quase metade (48,1%) sente ter se sentido enganada: ficou sem o prêmio, teve a conta bloqueada ou caiu em golpe. A dívida pesa sobre os entrevistados. Um terço (32,5%) está negativado, e 43,9% estimam que devem mais de R$ 5 mil. Cerca de 1 em cada 10 dos que já jogaram deixou de pagar uma conta ou usou empréstimo, cheque especial ou cartão para apostar nos últimos 12 meses. Os resultados são preliminares e retratam os endividados cadastrados na plataforma que responderam ao questionário entre 31 de julho e 28 de setembro, e não toda a população da região. A metodologia completa está no fim da reportagem. Mulheres são maioria A divisão entre mulheres (50,6%) e homens (49,4%) é equilibrada, mas a presença feminina na região supera a média nacional em 8 pontos percentuais, segundo o relatório. Para Eduardo, parte da explicação está nas "mães que estão na base da pirâmide, que estão ali ganhando entre dois e quatro salários mínimos, que muitas vezes são chefes de família, são mães solo, e elas precisam de qualquer coisa que dê uma esperança de complemento de renda". Os dados do estudo vão na mesma direção. Entre os que apostam para…
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