Beleza que cabe no bolso: marcas e redes apostam em sachês, potões e kits para quem ganha pouco
Rio de Janeiro11/10/2026 às 09:00
]]> Mais da metade (55%) dos brasileiros gasta até R$ 200 por mês para cuidar da aparência, segundo pesquisa do Opinion Box. De olho nesse público, marcas do setor, supermercados e marketplaces têm apostado em embalagens menores, potes econômicos e promoções para manter a beleza e o bem-estar no carrinho de quem ganha menos. O levantamento, divulgado no primeiro semestre, ouviu 1.275 pessoas de todo o país, a maioria das classes C, D e E. Com o orçamento mais curto desse público, ganham espaço as marcas com produtos multifuncionais, como cremes faciais que prometem hidratar, controlar a oleosidade e uniformizar o tom da pele. — Observamos uma busca crescente por produtos que entreguem mais benefícios em uma única solução — afirma Valéria Conceição, líder de Marketing da Avon. Pesquisa da Opinion Box sobre consumo de produtos de beleza Criação digital As marcas também têm levado para a prateleira popular itens antes restritos a linhas mais caras. — Produtos que há alguns anos poderiam ser vistos como complementares, como óleos, finalizadores, máscaras de tratamento e protetores térmicos, hoje fazem parte da rotina de um público muito mais amplo — explica Thiana Gomes, diretora de Marketing do Grupo Bio Extratus. Ariane Bispo, de 37 anos, vê essa nova realidade de consumo entre as clientes de seu salão de beleza Ariane Estética, na comunidade Pereira da Silva, em Laranjeiras. Aberto em 2017, o espaço atende sobretudo mulheres do bairro, oferecendo tratamento de cabelos, manicure, pedicure, depilação, estética facial e podologia. A massagem custa a partir de R$ 180. Para quem fecha um pacote de três sessões, o valor cai. — O que eu vejo é que as clientes, quando estão apertadas, dão um espaçamento maior para receber os atendimentos, mas não deixam de fazer — conta. Elisângela Silva, de 52 anos, passou a escolher produtos por indicação para não desperdiçar dinheiro Arquivo pessoal Cliente do salão, Elisângela Silva, de 52 anos, refez as contas depois de ficar desempregada, mas ainda investe na beleza. — Se for bom e barato, eu estou dentro. Mas no rosto eu não gosto de colocar qualquer coisa. Sempre escolho por indicação, porque tenho muito medo de jogar meu rico…
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