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Batida de carro investigada como feminicídio aconteceu após comemoração do aniversário da vítima

inicio 18/09/2026 às 08:00
Batida de carro investigada como feminicídio aconteceu após comemoração do aniversário da vítima
]]> Júlia Moreira - 21 anos- vítima - acidente - Itaúna - Feminicídio Jéssica Moreira/Divulgação A batida que matou Júlia Isadora Moreira de Lima, de 23 anos, aconteceu na madrugada de 9 de maio, logo após ela e o namorado, Gustavo Henrique Rosa Pereira, de 21, saírem da comemoração de aniversário dela, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, Gustavo jogou o carro contra uma carreta estacionada de propósito. O caso é investigado como feminicídio. De acordo com a irmã de Júlia, Jéssica Moreira, o casal namorava havia um ano e meio. A comemoração aconteceu na noite de 8 de maio, em um restaurante. A batida ocorreu logo depois, na madrugada do dia 9. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Os dois saíram juntos do estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, Gustavo havia consumido bebida alcoólica e o casal discutia no momento da batida. Júlia foi socorrida com vida, mas morreu dias depois, no Hospital Manoel Gonçalves. “Perder uma irmã é perder parte da minha história”, disse Júlia. O suspeito foi indiciado por feminicídio no início de setembro. Na mesma época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia à Justiça. Gustavo Henrique - namorado de Júlia, Itaúna Reprodução/Redes Sociais Suspeita de crime Inicialmente tratado como uma ocorrência de trânsito, o caso mudou de rumo durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, Gustavo estava ao volante e teria provocado a colisão de propósito. Para a família, a suspeita de que não se tratava apenas de um acidente surgiu ainda durante a apuração. Jéssica contou que o namorado da irmã não explicou claramente como a colisão havia acontecido. Além disso, segundo Jéssica, o homem não fez o teste do bafômetro e deixou o local após a batida. Júlia permaneceu no carro, acompanhada de amigos, à espera do Corpo de Bombeiros. “Ele não me contava de forma clara como foi o acidente e isso nos levantou suspeitas”, contou Jéssica. Segundo ela, a família acompanhou o inquérito de perto e, há cerca de um mês, já sabia que a polícia havia descartado a hipótese de um acidente comum. “A cidade inteira achava que era só um acidente. A gente acompanhou o…
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