Bancos preferem manter calendário original do novo Desenrola 3.0 e só vender dívidas após 2º turno
Rio de Janeiro08/10/2026 às 15:38
]]> Os bancos já estão cientes da possibilidade de antecipação do calendário do Desenrola 3.0 pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas preferem manter o cronograma inicial, com a venda das carteiras de dívidas após o 2º turno das eleições presidenciais. Há um desconforto do setor com possíveis questionamentos da Justiça sobre a participação no programa a dias da definição eleitoral. Como mostrou o colunista do Globo Fábio Graner, o governo Lula avalia a possibilidade de antecipar o leilão de compra de dívidas. O programa foi lançado na véspera do primeiro turno da eleição e tem a previsão de ter sua primeira rodada em novembro. Mas, com a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas no último domingo, o senso de urgência aumentou, pelo menos em uma parcela do governo. Apesar disso, há resistências internas no governo e dúvidas sobre a viabilidade de se antecipar a operacionalização da medida, que não é algo trivial. A medida provisória enviada pelo governo ao Congresso Nacional prevê um gasto de até R$ 15 bilhões para aquisição de dívidas em situação de inadimplência com descontos de no mínimo 90%. A ideia é que sejam compradas carteiras, ou seja, um conjunto de dívidas que estejam em atraso entre 2 anos e 4,5 anos, para que o governo posteriormente cobre os devedores em condições bem mais favoráveis. Compra de carteiras A compra de carteiras seria vantajosa para os bancos e, como é um negócio comum no setor, não demandaria grandes esforços do lado privado para ser executado. O governo, por sua vez, tem questões operacionais e de governança para definir antes de lançar o edital do leilão. Segundo interlocutores, se o leilão for mesmo antecipado, não significa que os bancos vão se abster de participar necessariamente, fica a critério de cada instituição, mas gera desconforto. Pelo cronograma inicial, em novembro seria feito o chamamento para a entrega de propostas, que seriam entregues em dezembro e homologadas em janeiro, no caso das selecionadas. A compra das carteiras com desconto e posterior repasse do deságio aos devedores só aconteceria em fevereiro. As dívidas elegíveis são de cartão de crédito rotativo e parcela e de crédito pessoal sem consignação…
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