Banco Central está preocupado com oferta de crédito agressiva ou predatória e prepara medidas, diz Galípolo
rio24/09/2026 às 19:00
]]> O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o órgão está preocupado com a oferta de crédito "agressiva" ou "predatória" e que vai lançar gradativamente um conjunto de medidas para tentar limitá-la, assim como ações para aumentar a consciência dos consumidores sobre suas decisões de empréstimo. — Do ponto de vista de estabilidade, estamos preocupados com oferta de crédito agressivo ou até predatório. Medidas independem do momento de ciclo econômico — disse, em entrevista coletiva à imprensa. De acordo com Galípolo, essas medidas devem envolver as linhas mais arriscadas, com custo mais caro, normalmente sem garantia. Ele citou que a inadimplência do cartão de crédito está em 65%, percentual que indica um problema de design na modalidade, uma herança no Brasil do cheque pré-datado. De outro lado, segundo o presidente do BC, o órgão também está estudando iniciativas que criem "atritos" na experiência do cliente para permitir que a pessoa consiga pensar com mais calma e criar consciência sobre suas decisões. — Por isso que citei medidas de mais consciência, relacionadas a criar atrito na experiência, para ter consciência, prevenção, e combate a esse crédito mais predatório e agressivo. Estamos nos debruçando sobre essas medidas — disse: —Muitas vezes a experiência, a jornada do cliente, tem um peso grande na escolha da linha de crédito, no consumo do serviço financeiro que tem sido apresentado. Em relação a experiências internacionais, Galípolo citou que as iniciativas são bastante variadas. Vão desde a classificação da pessoa em uma situação de superendividamento ou vulnerabilidade, em que ela precisa autorizar antes a oferta de crédito, criando essa consciência, até a experiência de Singapura, em que o BC local define quem pode receber cartão de crédito.
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