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Baile, prontuário afetivo e celebrações humanizam e fazem a diferença nos cuidados paliativos em hospitais do Rio

Rio de Janeiro 26/10/2026 às 11:00
Baile, prontuário afetivo e celebrações humanizam e fazem a diferença nos cuidados paliativos em hospitais do Rio
]]> Aos 71 anos, com câncer de esôfago e sonda nasogástrica para se alimentar, Luiz Carlos Benedito não deixou que a doença fosse obstáculo para realizar um sonho. Ele pediu que um enfermeiro cortasse seu cabelo, pois queria estar alinhado para o baile charme improvisado, realizado na tarde da última quinta-feira no centro de estudos do Hospital Estadual Eduardo Rabello, em Senador Vasconcelos, Zona Oeste do Rio. Como convidado especial, curtiu o evento sentado numa cadeira de rodas. Sorria e balançava as mãos e os pés ao ritmo das músicas, comandadas pelo DJ Cleber da Silva Souza. Luzes coloridas e piscantes completavam o cenário e ajudavam a contagiar os profissionais de saúde. O som chegou às enfermarias, e outros pacientes pediram para entrar na festa. Política: Haroldinho Jesus é eleito prefeito de Itaguaí com 77,47% dos votos Feminicidio: Morre mulher esfaqueada por ex-companheiro em hospital na Região dos Lagos — Olhamos mais para o doente do que para a doença — diz o diretor-geral do Eduardo Rabello, Helmer Cardoso de Mattos. — O Luiz Carlos queria ir ao Viaduto de Madureira. Como não pode ir até lá, trouxemos o baile para o hospital. O idoso está internado desde 17 de setembro na primeira ala de cuidados paliativos da rede estadual de saúde, com 31 leitos, que começou a funcionar no fim de agosto no Eduardo Rabello — unidade geriátrica — e será inaugurada oficialmente em 9 de novembro. A história de Luiz Carlos ilustra uma mudança na forma de enxergar a assistência a quem enfrenta enfermidades sem possibilidade de cura. Além de tratar sintomas, essa prática busca humanizar o atendimento, preservando a qualidade de vida. O envelhecimento da população torna esse suporte cada vez mais urgente: o Censo 2022 mostrou que a cidade do Rio atingiu a marca de 121,4 idosos para cada 100 crianças e adolescentes de até 14 anos, uma inversão inédita em série do IBGE. Disque Denúncia: justiça pede prisão de dois foragidos após não retornarem de saída temporária Na rede da Prefeitura do Rio, o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, criou há pouco mais de um ano uma enfermaria apenas para cuidados paliativos. Lá, havia 20 doentes na semana passada, a maioria com doenças…
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