Avanço do petróleo acende alerta para impactos em manguezais e corais raros na costa do AP
inicio18/09/2026 às 07:00
]]> MPF aponta divergências sobre perfuração de poço de petróleo no Amapá A descoberta de petróleo no poço Morpho e a autorização para a Petrobras perfurar mais três poços no Bloco FZA-M-59 consolida o avanço da exploração na Bacia da Foz do Amazonas, mas coloca no centro do debate a segurança ambiental da costa do Amapá. A região abriga dois dos ecossistemas mais sensíveis do planeta: o Grande Sistema de Recifes da Amazônia e o maior corredor contínuo de manguezais do mundo. Entre a expectativa de desenvolvimento econômico e o temor de impactos irreversíveis, especialistas e entidades ambientalistas apontam que a área exige cautela extrema e um nível de conhecimento científico que a ciência ainda busca alcançar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Em entrevista à Rede Amazônica, a doutora em Geologia e Geofísica Marinha, Valdenira dos Santos, explicou que a costa amapaense possui características hidrodinâmicas únicas que a diferenciam de qualquer outra bacia petrolífera do país, atingindo o nível máximo de sensibilidade ambiental (índice 10). "Se a gente vier a ter um problema ambiental, é muito mais difícil fazer a limpeza, porque a maior parte da nossa costa é composta por manguezais e floresta de várzea", disse a geóloga. Riqueza biológica Maior Corredor Contínuo de Manguezais do Mundo Estendendo-se do Amapá ao Maranhão, a costa norte forma a maior faixa ininterrupta de manguezais do planeta. Formado por espécies como o mangue-vermelho (Rhizophora mangle) e o mangue-seriba (Avicennia germinans). O ecossistema atua como barreira natural contra a erosão, armazena grandes volumes de carbono e funciona como berçário de recursos pesqueiros que sustentam a economia local. Manguezais na costa do Amapá. Reprodução/Internet Corais Raros da Amazônia A faixa costeira afetada pelas operações abriga dois sistemas biológicos considerados raros e cruciais para a biodiversidade marinha global. Conhecido como Grande Sistema de Recifes da Amazônia (GARS), o conjunto forma um ecossistema mesofótico raro situado entre 70 e 220 metros de profundidade. Diferente dos corais tropicais rasos, esses recifes prosperam sob a água turva descarregada pelo Rio Amazonas,…
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