Avaí acredita na matemática, mas desconfia da realidade do campo
Esportes27/10/2026 às 19:02
]]> Avaí 0 x 2 Botafogo-SP | melhores momentos | 35ª rodada | Brasileirão Série B 2026 A matemática insiste em não dar o Avaí como rebaixado, mas a realidade, jogo após jogo, diz justamente o contrário. Em que devemos acreditar? Pelo que falou o Marquinhos depois do jogo contra o Botafogo-SP, está muito difícil mobilizar um grupo de atletas com graves deficiências técnicas, e com as dificuldades financeiras que atravessa o clube. Marquinhos Santos - Avaí x Botafogo-SP Fabiano Rateke/AFC Vencer os três jogos é a única chance para o Avaí permanecer na Série B em 2027, e como fazer para esse time limitado conseguir essa proeza? Uma das frases mais utilizadas no glossário do futebol é “o campo fala”. O campo falou muitas coisas para os técnicos do Avaí durante esse ano de 2026, mas muitas vezes os treinadores não escutaram. Mesmo entendendo que o nível técnico do elenco é muito baixo, algumas mudanças já deveriam ter sido feitas pelo Marquinhos. E se tem alguém com autoridade para tentar outras opções, esse alguém é o Marquinhos, por saber de bola e por conhecer muito bem o seu clube e a sua torcida. Não consigo entender como Allyson foi titular com todos os treinadores neste ano. Ele falhou muito e sempre foi fixo nas escalações. Menos mal que está suspenso contra o Náutico e realmente não será um desfalque. Qualquer um que entre vai jogar melhor. Outro problema do time é Luiz Henrique. Esteve bem no começo do ano, mas faz tempo que não joga bem. Não marca, não cria, não chuta e cansa em todos os jogos. Paulo Vítor, sem ser brilhante, é muito mais útil. Ajuda no jogo aéreo, marca mais e pisa na área com mais frequência. William, que jogou pouco, pode ser uma boa opção pelo lado esquerdo, até mesmo na segunda linha. É leve, tem habilidade e, pelo pouco que vi, tem personalidade. Marquinhos não tem muitas opções, mas algo de diferente tem que ser feito para tentar o milagre. O Náutico vai estar pressionado, e o Avaí tem que fazer o que seus rivais diretos fizeram na Ressacada; jogar no erro e no nervosismo do adversário. Por mais que a matemática ainda permita ter esperanças, a última, e pequena chance, é em Recife.
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