Atrito na venda de lateral da Seleção, suspeitas de fraude e crise ameaçam fechar clube paulista
Esportes16/10/2026 às 12:08
]]> Rio Branco venceu a Série A-4 em 2024 Na Copa do Mundo de 2006, o Rio Branco tinha três atletas formados em suas categorias de base defendendo três seleções diferentes: Mineiro (Brasil), Zinha (México) e Marcos Senna (Espanha). Um feito e tanto para um clube do interior de São Paulo que, naquele momento, vivia o ocaso de seu período mais glorioso. Vinte anos depois, o clube sediado em Americana, a 120 quilômetros de São Paulo, que está na terceira divisão paulista, se agarra a uma frágil tábua de salvação para permanecer vivo – ou quase isso. Sem dinheiro, com penhoras e suportado por uma Recuperação Judicial em que credores reclamam de atrasos e apontam suspeitas de fraudes, o Rio Branco avalia fazer uma parceria com a empresa que gere o futebol do Sertãozinho, da região de Ribeirão Preto, como publicou o ge há uma semana. Marcos Senna, ex-Rio Branco, comemora com os companheiros de Espanha o título da Euro-2008 Getty Images Pelo acordo, ainda em negociação, o clube inicialmente cederia seus símbolos (como uniforme e distintivo) para que a empresa “se vestisse” de Rio Branco e jogasse a segunda divisão paulista no lugar do Sertãozinho – enquanto o Rio Branco “original” pediria licença da Federação Paulista de Futebol. O clube alega que é a opção que resta – a outra é abandonar o futebol. Marcos Senna fala sobre como foi fazer parte de geração vitoriosa da Espanha O começo do fim O Rio Branco demorou quase oitenta anos para chegar à primeira divisão de São Paulo, o que só aconteceria a partir de 1991. Os anos seguintes, porém, fizeram com o que clube se tornasse conhecido por suas revelações. De Americana saíram jogadores como Flávio Conceição (Palmeiras e Real Madrid), Marcelinho Paraíba (São Paulo, Hertha Berlim) e Marcos Assunção (Palmeiras, Santos, Bétis), todos também com jogos pela seleção brasileira. Foram 17 temporadas seguidas na elite do futebol paulista até o primeiro rebaixamento, em 2007. Depois de um breve retorno à primeira divisão, em 2010, a equipe desabou. Chegou a disputar a Bezinha, como é conhecido o degrau mais baixo do futebol de São Paulo, e hoje está na Série A-3. A fábrica de talentos do clube minguou – o fim da Lei do Passe foi um…
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