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Jovem Rio News

Ataque aéreo: drones que lançam bombas mudam padrão dos confrontos do crime organizado no Rio

rio 21/09/2026 às 09:57
Ataque aéreo: drones que lançam bombas mudam padrão dos confrontos do crime organizado no Rio
]]> De ferramenta de vigilância a arma de guerra, os drones passaram a ocupar um papel cada vez mais estratégico nos conflitos armados do Rio. Para as forças de segurança, os equipamentos são usados em operações e no monitoramento de inteligência, ajudando a estudar territórios, identificar a presença de traficantes e milicianos e planejar incursões em comunidades. Do outro lado, o tráfico incorporou a tecnologia à disputa pelo controle territorial, usando-a para monitorar a movimentação da polícia, transportar armas e lançar explosivos. Um levantamento interno da Polícia Civil, com base em registros de ocorrências, identificou pelo menos 17 ataques com uso do equipamento desde o ano passado — sendo 12 deles somente neste ano. A popularização e sofisticação do uso de drone pelo crime organizado colocam o Rio diante de uma mudança que remete à chegada dos fuzis às comunidades, nos anos 1980. Naquela época, a nova arma alterou a dinâmica dos confrontos e obrigou as forças de segurança a rever estratégias, equipamentos e treinamento. Agora, os drones começam a produzir um efeito semelhante, ampliando o alcance e a capacidade de ataque das organizações criminosas. — É uma nova mudança de paradigma. E, assim como foi naquela época, é algo que não vai regredir mais. Pelo contrário, pode ter uma escalada — explica Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador na Universidade de Coimbra. Na disputa por territórios no Rio, os drones já fazem parte da rotina dos conflitos. Em uma troca de mensagens do início do ano passado, obtida pela polícia, um traficante enviou a Edgar Alves de Andrade, o Doca, imagens de drone de uma comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), em Irajá, na Zona Norte. A resposta do criminoso foi direta: “É isso, vamos matar”. Além de serem usados no planejamento de ataques contra grupos rivais, os equipamentos são frequentemente empregados para monitorar as comunidades e identificar a movimentação das forças de segurança. Em outra conversa, Doca recebeu imagens feitas por um drone equipado com câmera térmica que mostravam a movimentação em um dos acessos ao Complexo da Penha, um dos principais redutos da…
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