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Associação de restaurantes vai à Justiça contra modelo de delivery da Keeta; entenda

Economia 21/10/2026 às 12:40
Associação de restaurantes vai à Justiça contra modelo de delivery da Keeta; entenda
]]> Motociclista de entrega com mochila da Keeta. Adobe Stock A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) entrou com uma ação civil pública contra a Keeta, plataforma de delivery da chinesa Meituan, na Justiça de São Paulo. A entidade contesta o modelo de “compra intermediada” adotado pela empresa no Brasil. (entenda mais abaixo) A associação pede a suspensão imediata da prática nos restaurantes que não autorizaram sua inclusão no aplicativo, além da proibição desse modelo de operação no país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a ANR, na “compra intermediada”, restaurantes são incluídos no aplicativo da Keeta sem autorização prévia. Quando um cliente faz um pedido, um entregador ou comprador vai ao estabelecimento, compra os produtos no balcão e os leva ao consumidor. “Quando a Keeta coloca uma operação dessa, o vendedor nem sabe o que está acontecendo na operação dele. Os gestores de restaurantes não sabem que uma venda presencial de balcão, na verdade, seria uma venda para a Keeta”, disse Erik Momo, presidente do conselho da ANR, em entrevista à Reuters. Agora no g1 Segundo a ANR, a compra intermediada pode limitar a liberdade comercial dos restaurantes, gerar concorrência desleal e prejudicar a relação dos estabelecimentos com os clientes. “Recorrência é algo fundamental para um restaurante sobreviver. O proprietário tem que ter gestão sobre aquilo que está no cardápio, do item que está vendendo, do preço que está praticando, da qualidade da entrega etc. Se eu, como proprietário, passo tudo para esse intermediário e perco esse controle, estou correndo o risco de meu negócio deixar de existir sem eu saber”, disse Momo. Além de pedir a suspensão da prática, a ANR defende maior diálogo da Keeta com o setor. A entidade cita como exemplo suas parcerias com o iFood, controlado pelo grupo Prosus, e a 99, da chinesa DiDi Global. “Nosso pedido é que eles suspendam essa prática. Ela é prejudicial para o consumidor, porque ele não entende o que está acontecendo, e para o restaurante, porque ele acaba vendendo algo que não estava previsto”, disse Momo. Procurada pela Reuters, a Keeta, que iniciou suas operações no Brasil em 2025, afirmou não…
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